
Estava eu de férias no Brasil quando me vi contemplado com o prémio Thinking Blogger Award conferido pelo meu prestigiado amigo Luís Alves de Fraga, autor do Blog “Fio de Prumo”.
Porém, na altura em que tomei conhecimento dessa boa notícia, experimentava, lá em terras de Vera Cruz, enormes dificuldades em publicar fosse o que fosse nos meus blogues. Apenas consegui inserir alguns comentários.
Regressado a casa, já refeito dos incómodos do “jet lag” e depois de pôr em dia tudo o que ficou por fazer durante a minha ausência, apresso-me a referir neste espaço tão grato acontecimento.
E, no cumprimento da praxe a que o prémio obriga, passo a referir os blogues que entendo merecerem o meu apoio. Todos eles estão nos “links” ao lado e são os seguintes:
“A blogar é que a gente se entende”
Um blogue que prima não só pela qualidade do Português, mas também pelo seu conteúdo. Aparentemente feito à roda de “fait divers”, uma leitura mais cuidada e profunda revela ao mesmo tempo um espírito observador, crítico, realista, inquieto e insatisfeito. Sendo a autora também poeta, com poesias escritas em Português e Inglês, parece até estranho que, neste seu blogue, mostre bem que tem os pés assentes na terra…
“Caixinha de Música”
Inteiramente dedicado ao conto infantil. Os contos, muitíssimo bem construídos e primorosamente escritos, estão cheios de sensibilidade, imaginação e ternura. A sua autora revela grande talento e só peca pela excessiva humildade. Deveria fazer tudo para publicar a sua obra.
“Do Mirante”
Um blogue sério que aborda temas variados. São patentes as preocupações do autor nos campos da política, sociedade, ecologia, cultura e outros. Os artigos apresentados primam pela qualidade e oportunidade.
“Confessionário de um Padre”
Aqui é o padre que confessa aos leitores as dificuldades de um sacerdote católico perante o seu Deus e perante o Mundo que tenta melhorar. De espírito aberto e tolerante, mas a meu ver espartilhado por uma religião dogmática e cheia de mistérios, tenta conciliar a sua fé com a racionalidade.
Este é mesmo um blogue que faz pensar…
“Palavras ao Vento”
Este prémio destina-se a premiar os blogues que fazem pensar. Mas não será que o sonho não é uma forma de pensamento? Este “Palavras ao Vento”, vale pela beleza dos seus poemas e pela forma como é apresentado. Para lá do bom gosto e sentido estético das imagens que nos oferece, dá-nos a possibilidade de ouvir o que lá está escrito. Por vezes, quando ouço os poemas, fico a pensar. Mas quase sempre me quedo a sonhar.
De
Dulce a 8 de Maio de 2007 às 00:53
Oh Fernando! Obrigada! :) (E um sorriso enorme, impossível de desenhar ou dizer)
De
maremoto a 8 de Maio de 2007 às 19:35
Parabens. É um prémio merecido.
Obrigado, amigo. Não é tanto o prémio, mas as tuas palavras, que agradeço sobremaneira... Não leves a mal não o conduzir a outros destinos. teria de fazer escolhas que não quero, neste momento, fazer!!! Não levas a mal, pois não?
Caro Fernando Vouga
Como o amigo tem as matérias militares muito frescas, gostava de ter um comentário seu ao post «O Exército corrige erro» em Do Mirante ou Do Miradouro.
Um abraço
Caro Fernando Vouga,
Parabéns, bom regresso e que nos dê mais desses textos de humor elegante, inteligente e bem colocado, que poucos conseguem realizar. E tudo em bom português, coisa que vai rareando, na blogosfera, como em todo o lado.
Um abraço.
Estive mais uns dias ausente. Ao regressar, reli o meu texto e vi horrorizado que chamei poeta a uma senhora. Claro que o feminino de poeta é poetisa. E é isso que é a autora do blogue "A blogar é que a gente se entende".
"Me desculpe, tá?"
Caro Fernando Vouga,
É verdade, formalmente. Mas há muitas mulheres que se notabilizaram nessa arte que não gostam de ser chamadas de poetisas, mas tão-só de poetas. Aqui a correcção gramatical contende com o gosto ou com a tradição ou, quem sabe, apenas com o preconceito cultural de artistas e intelectuais que são, notoriamente, uma família difícil de entender em muitas matérias e também muito dada a manias, preconceitos, telhas, com frequência ridículos, sem nenhum fundamento. Violà.
Obrigado, António Viriato pela informação. Mas confesso a minha ignorância , porque não sabia.
Com efeito, reparo agora que a palavra "poetisa" anda um tanto fora de moda. E não me soa muito bem. Talvez por isso eu a tenha esquecido e, em seu lugar, tenha escrito "poeta".
Obrigada, Fernando. Fico muito sensibilizada com as suas palavras, apesar de achar que o meu blogue já foi melhor e mais merecedor de apreciação.
Permitam-me que dê ainda a minha achega ao tema poeta/poetisa: consta que foi Sophia de M. Breyner que se manifestou contra o "poetisa", que achava depreciativo. Eu cá não sou esquisita quanto à forma do feminino. Quando muito, tenho dúvidas de merecer o epíteto!...
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