CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
Vamos jogar golfe?

2ª Parte - O campo

 

Advertência: como o golfe tem origens no reino Unido (há quem lhe atribua outras origens), na gíria “golfista” são utilizadas muitas palavras inglesas para as quais não se encontrou tradução ou esta não soava bem.

 

            Ao contrário do que acontece com a maioria dos desportos, não há dois campos de golfe iguais. Embora sujeitos a parâmetros regulamentares, como não poderia deixar de ser, há-os de todos os tamanhos e feitios. Uns planos, outros acidentados, com árvores ou sem elas, com mais ou menos lagos ou cursos de água, têm normalmente uma característica comum: são de uma grande beleza paisagística e muitos deles são quase uma espécie de paraíso na Terra.

            Como um jogo de golfe é feito em 18 buracos, todos os campos de golfe comportam um múltiplo de 9. Assim, num campo de 9 buracos os jogadores dão 2 voltas ao campo, num campo de 27 ou 36 são obrigados a escolher apenas 2 percursos de 9.

Cada buraco é constituído normalmente por uma zona de partida (tee), uma faixa de terreno em frente coberta por uma relva curta (fairway) e uma zona de ghegada com uma relva muito curta para permitir o rolar da bola sem dificuldades (green). O objectivo é chegar ao green e meter a bola no buraco com o menor número de pancadas.

  

            Seguem-se imagens do campo do Palheiro Golfe na Ilha da Madeira

 

 

O "tee" do buraco nº 10 (Par 5)

 

 

            Durante o percurso existem vários obstáculos destinados a criar dificuldades no percurso. Quase sempre estas dificuldades atingem mais quem provocar desvios indesejáveis à bola. São eles os obstáculos de água e os obstáculos de areia (bunkers).

 

 

O "green" do buraco nº 6 (Par 5) onde pode ver-se um "bunker"

Os jogadores da imagem estão no "fairway"

 

            Dependendo basicamente da distância a percorrer, cada buraco tem o seu “PAR” (Professionals Average Result – Resultado médio dos profissionais). O PAR é o número de pancadas atribuídas ao buraco. Assim, há buracos de PAR 3, 4 ou 5. O percurso a jogar é quase sempre uma combinação dos vários PAR de forma que a soma dos PAR seja de 72 (há campos com PAR menor).

 

Buraco nº 13 (Par 3) 

Por azar (ou não fosse o nº 13), quase que não existe fairway. Os jogadores, em princípio, têm que chegar ao "green", com uma só pancada. Caso contrário, ficam sem a bola...

 

            Se somarmos as distâncias dos 18 buracos, contadas desde o tee até ao buraco, poder-se-á dizer que os campos de golfe medem entre 6 a 7 quilómetros. Porém, a distância a percorrer num jogo é muito superior, não só pelos desvios da bola, como também pelos intervalos entre os buracos, que por vezes são superiores a uma centena de metros. E há ainda que ter em conta o que se anda a pé à procura da bola quando ela cai em zonas de mato ou relva muito alta.



publicado por Fernando Vouga às 18:02
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7 comentários:
De Fora-da-lei a 17 de Setembro de 2007 às 15:51
Não vou alinhar,porque acho um jogo sem nexo nenhum,apesar de gostar de outros desportos.
Passei para lhe deixar um abraço e tb para lhe dizer que vou estar na sua terra Natal no final do mês,uma viagem pelo Douro.Estou desejosa de conhecer Lamego.
Depois deixarei no blog das fotos as que vou tirando e passando por diversas localidades.


De Fernando Vouga a 17 de Setembro de 2007 às 21:00
Minha caríssima amiga de longa data.
Não me admira nada que ache que o golfe não tem nexo. Pois ainda só teve duas lições, e teóricas. A menos que nem sequer tenha lido a primeira...
Se experimentar, vai ver que apanha o vício à primeira lição prática. Acontece com todos. Aquilo é mesmo bom. Caso contrário, os ricos não o praticariam.
Um Xi-coração apertado.


De maremoto a 19 de Setembro de 2007 às 15:52
Pois é, não acho piada nenhuma ao golf.Se serve para conversar e refletir, ok. Se a ideia é andar, ok, igualmente, mas como jogo parece-me uma coisa sem nexo.E depois todo o "glamour" à volta do mesmo, tacos, carrinhos, vestimentas, etc. Bem tem de havar gostos para tudo, não é?


De Fernando Vouga a 19 de Setembro de 2007 às 18:02
Como diria Álvaro Cunhal: "olhe que não, olhe que não".
Ou então como disse Camões sobre a famosa Ilha dos Amores:
"Melhor experimentá-lo que julgá-lo
Mas julgue-o quem não puder experimentá-lo.

Pois a minha mensagem aqui é desfazer essa ideia generalizada contra o golfe. É um excelente desporto e muitíssimo interessante e motivador. Mas, para quem não souber como funciona, ao vê-lo na TV, não consegue fazer ideia do que se está a passar. Eu, infelizmente, também pensava assim. Até que um dia...


De ex-guita a 19 de Setembro de 2007 às 18:13
Para quem foi da cavalaria e em principio andaria montado, esta de andar a pé atrás de uma bola não me parece grande ideia. Saudações cavaleiras


De Fernando Vouga a 19 de Setembro de 2007 às 20:59
Caro ex-guita

Como explicarei a seguir, mesmo no golfe há a possibilidade de se andar de carrinho...
Mas não se pode esquecer que na guerra do Ultramar fomos obrigados a combater como infantes. Dos 6 anos em que lá andei, 4 foram em unidades tipicamente caçanhas ". Não só não me atrapalhei, como tive muita honra nisso.
Ser cavaleiro não é ser melhor ou pior. É um estado de espírito, é ser diferente...
Um abraço.


De ex-guita a 20 de Setembro de 2007 às 20:00
Coronel Vouga
Isto foi só uma piada, porque também pertencia a uma CCAV e sempre andei apeado durante dois anos. É a versatilidade da arma que permita tanto combater montado como apear para o combate. Somos diferentes. Cumprimentos. Ex-guita


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