Saco de golfe transportado num "trolley" eléctrico.
Além dos tacos, transporta muita coisa: comida, água, guarda-chuva, toalha, etc..
Decerto que já todos repararam que os jogadores de golfe se fazem acompanhar por uma quantidade aparentemente infinita de tacos. Mais uma chinesice, pensava eu antes de ser apanhado pelo bichinho deste desporto. Mas não, tudo aquilo, mutatis mutandis, acaba por ser necessário.
Como se vai ver de seguida, há diferentes combinações, mas ninguém, digamos assim, tem a coragem de ir para uma competição sem levar todos os catorze tacos permitidos. Especialmente os profissionais que, como é óbvio, vivem do golfe.
Há contudo certos jogadores, autênticos malabaristas, que se especializam em jogar apenas com dois tacos (um para o campo, outro para o green). E vivem disso, porque apostam razoáveis somas de dinheiro em como ganham. O laparoto, que caia na armadilha, convence-se que tem a vitória como certa, já que dispõe de todos os tacos, e perde quase sempre...
A razão de ser de tantos tacos deve-se ao facto de cada taco ser para uma distância específica. Se no início de cada buraco a maior parte das vezes se procura atingir a maior distância, no resto do percurso há que utilizar trajectórias mais curtas e sempre diferentes.
Assim, há basicamente dois tipos de tacos: os ferros e as madeiras. Recentemente foram homologados, e são muito utilizados, tacos “híbridos” que se situam entre as duas categorias citadas. Finalmente, há um taco especial, o “putter” o único taco autorizado no green. Este taco não faz subir a bola e destina-se a rolá-la até ao buraco. Podendo ser utilizado no campo, este taco é o único obrigatório (razão pela qual os tais malabaristas não os podem dispensar).

Normalmente um conjunto de tacos é constituído por nove ferros, quatro madeiras e um putter. Nesta figura está a combinação dos tacos de que faço uso presentemente. Podem ver-se, da esquerda para a direita, oito ferros, um híbrido e quatro madeiras. Na horizontal está o putter.
Os ferros, por terem as varetas mais curtas, são mais fáceis de utilizar e mais precisos. As madeiras têm maiores distâncias, mas “castigam” mais as más pancadas, provocando maiores desvios. A inclinação da face dos tacos é menor na madeira mais longa, que tem cerca de 10º e vai aumentando até ao ferro mais curto, que pode ter uma inclinação de perto de 60º. É fácil de concluir que os tacos mais longos produzem trajectórias mais tensas e os mais curtos, trajectórias mais curvas. Neste último caso o objectivo é evitar que a bola caia no green e não saia dele.
Note-se a diferença entre a madeira com maior alcance (madeira 1 ou "driver")
e o ferro mais curto (sand wedge - usado normamlente nos bunkers)

Embora sujeitos a homologação, há uma grande variedade de putters.
Para todos os gostos e tamanhos
Embora os tacos obedeçam a regras muito rígidas para a sua configuração, há uma grande variedade de marcas e preços. Contudo, não se pode dizer que os tacos mais caros sejam necessariamente melhores. Depende muito dos jogadores. Em boa verdade, o melhor taco é aquele em que mais confiamos.
Para terminar, uma breve referência aos restantes artigos de equipamento: o saco, os carrinhos de mão (“trolleys”), os “buggies”, os sapatos e a luva. As figuras são elucidativas. Quanto à luva (não obrigatória), usa-se apenas uma, a esquerda (os canhotos usam a direita), embora o ideal seria não usar nenhuma. Mas há que proteger a mão que maior contacto faz com o taco e assim evitar bolhas ou calosidades.
Um trolley "manual"
O "buggy" é muito cómodo, mas é a pagar...
É obrigatório (e muito conveniente) o uso de calçado adequado.
Há quem use duas luvas
para que não fique com uma mão
mais queimada do que outra.
O sol não perdoa...