
Hugo Chavez, apesar das suas trapaças para bloquear a oposição, perdeu as eleições que iriam permitir a sua perpetuação no poder.
Agora diz que vai respeitar os resultados eleitorais.
Deixem-me rir.
De
maremoto a 4 de Dezembro de 2007 às 18:10
Não ria, por favor, olhe que o senhor Hugo Chavez é amigo do senhor Sócrates, que é amigo do petróleo, que é amigo de Fidel de Castro, que é amigo´.... vai cumprir até deixar de cumprir, qual é o problema? Afinal são 69 medidas, assim tipo kamasutra, não é! O homem não é de ferro.
De António José Trancoso a 5 de Dezembro de 2007 às 02:40
Meu Caro Monteiro Vouga
Porque será que a Demagogia Populista, tendencialmente Ditatorial, tem proliferado na América Latina?
Esse fenómeno não terá sido o resultado da "influência" da actuação política seu poderoso vizinho?...
Lá diz o ditado que "Quem semeia ventos..."
Quem semeia desenfreada exploração...colhe o desespero de explorados e...demagogos.
De António José Trancoso a 5 de Dezembro de 2007 às 02:42
Meu Caro Monteiro Vouga
Porque será que a Demagogia Populista, tendencialmente Ditatorial, tem proliferado na América Latina?
Esse fenómeno não terá sido o resultado da "influência" da actuação política do seu poderoso vizinho?...
Lá diz o ditado que "Quem semeia ventos..."
Quem semeia desenfreada exploração...colhe, o desespero de explorados, e,...demagogos.
Caro Trancoso
Estou convencido de que esse fenómeno se deve mais a um atrazo cultural crónico do que ao espartilho do vizinho "gringo". Essas ditaduras já proliferavam ainda antes de os EUA se tornarem uma grande potência mundial.
Penso eu de que...
É curioso que, segundo as últimas estátísticas da ONU, os países com as piores condições de vida são todos ex-colónias ibéricas. Acho que a culpa, além do gigante vizinho (mas o Brasil não lhe fica atrás), vem de quem os colonizou. Não vejo ex-colónias britânicas neste tipo de listas, mesmo as mais pobres, as aficanas. Na verdade, costumam se situar no topo dos países desenvolvidos: USA, Canadá, Austrália, a emergente Índia (com os seus problemas), o nuclear Paquistão (que era parte de uma colónia inglesa),... Dá que pensar...
Caro amigo
Não é preciso ser adivinho para saber que o ditador venezuelano não hesita perante nada. E já deu sinais mais que elucidativos sobre as suas intenções.
Quanto ao que me diz, está muito bem observado. Confesso que nunca tinha dado por esse pormenor.
Acho que não é coincidência mas, por enquanto, não consigo estabelecer uma relação clara de causa-efeito .
A conexão penso que se poderá estabelecer em algumas das razões que Antro de Quental, nas famosas Conferências do Casino, apontou para a decadência de Portugal: a religiosidade beata e fundamentalista, o absolutismo político e a excessiva centralização (e consequentes burocracia e corrupção), o pouco desenvolvimento da «Metrópole» e dependência das matérias-primas das colónias. Foi esse o sistema que nós, ibéricos, exportámos e enxertámos nas nossas colónias: beatice (com a mentalidade de que a actividade económica é fonte de pecado), corrupção política, prioridade à matéria-prima e não à industrialização, centralismo político e tendência para a ditadura (como consequência). Já o povo inglês (ainda que extremamente culpado de muitos dos males que o mundo vive ainda) exportou a mentalidade protestante (a actividade económica é inventivada), a beatice fundamentalista desaprovada, descentralismo político e ênfase na produção. Talvez as diferenças existentes venham do que cada povo exportou para as suas colónias, que mentalidade enxertou nos povos que colonizou...
Caro Vouga,
Um homem com a estrutura de Chávez nunca desiste por sua vontade e já promete que o povo conseguirá resolver ao problema da reforma.
É curioso que os comentários têm referido os EUA e a vizinhança sul americana, mas não fazem sobressair o que representa para a população a perpetuidade de um presidente, mal preparado até nas maneiras .
A diferença entre as ex-colónias inglesas e «ibéricas» é uma realidade fácil de constatar. A Índia foi a colónia que chegou à independência com maior número de licenciados. Pelo contrário Angola tornou-se independente sem um capataz local para a cultura do café!!! Os portugueses não cuidaram da formação de técnicos para as necessidades locais. A Espanha foi ainda pior porque apenas pensou em sacar o máximo das riquezas. Na Argentina deu-se um autêntico massacre das populações autóctones, sendo hoje a população quase toda descendente de espanhóis, ingleses, italianos e alemães.
As estudiosos, do post e dos comentários sobressaem pontos de reflexão que dão para muita escrita.
Abraço
Sim, as diferenças entre as ex-colónias inglesas e as ex-colónias ibéricas estão aí à vista. Se bem que o Brasil, com todo o seu volume, caminha para, finalmente, nos dar alguns motivos de orgulho da nossa colonização. Mas acho que ainda há muito para conseguir resolver do seu passado ibérico... Bem, faço agora uma reflexão mais abrangente: dos países europeus, os principais colonizadores foram Portugal, Espanha, Holanda Nederlândia mais correctamente), Inglaterra, França e Alemanha (esta última mais singela). Se fizermos a lista, não em termos cronológicos, mas em termos de sucesso actual das suas antigas colónias, poderemos ter uma lista desta forma: Inglaterra, Nederlândia (a Indonésia é uma potência local), Alemanha (nem se dá muito pelas suas antigas colónias, nem bom nem mau, parece),Portugal (talvez, pelo actual Brasil), França (a Argélia ainda é um cadinho problemático), a Espanha. Terão os países de maior tradição românica (os do oeste europeu), por algum acaso histórico, alguma inadequação o processo colonizador? (Claro que exclui a Itália porque os seus esforços foram já no fascismo mussolínico ). Curiosamente, é esta a lista que se me apresenta (claro que é discutível e parcial, mas será um bom ponto de partida para cogitações).
«Porque não te calas»!!!!...ehehehhe
Os políticos têm muita chalaça caro Fernando.
Abraço amigo de longa data.
Olá Aurora
Obrigado pelo comentário, mas eu não me vou calar. Que se cale o Chavez (ou que o calem de vez)...
Bom Natal
Um abraço
Caro Fernando Vouga,
Embora algo atrasado, aqui venho apenas para lhe afirmar a minha enorme repugnância por indivíduos da estirpe destes supostos revolucionários, que até se acham dotados de humor... revolucionário, claro !
O Fidel pode sossegar, porque já terá assegurado descendência ideológica, além da outra, familiar, na sua impoluta ilha, livre de imperialistas, de fascistas e até de democratas, benza-o Deus, ainda que contra vontade...
Um abraço.
AV_11-12-2007
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