CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Obrigatório ter à mão

 

 

            Todos os dias somos positivamente agredidos, na rua, nos meios de comunicação social, nas ementas dos restaurantes, nas bancas dos talhos, nos cartazes publicitários, por inconcebíveis pontapés na gramática. Nesses termos, não será de estranhar que muito boa gente, mesmo com bons conhecimentos Língua Portuguesa, seja confrontada com dúvidas, tanto ao falar, como ao escrever. 

            Para resolver o problema, não bastam os correctores ortográficos que temos nos nossos computadores. Estes apenas resolvem uma parte das dificuldades na ortografia. E os prontuários são quase sempre demasiado extensos e complicados para se tornarem verdadeiramente úteis.

            O livro que aqui apresento tem o condão de estar excelentemente organizado, o que facilita a sua consulta. As explicações são dadas com uma linguagem acessível e são fáceis de memorizar. Por outro lado, as autoras fizeram uma selecção, que eu classifico de genial, das dificuldades mais comuns.

            Por outras palavras, este livro faz lembrar aqueles automóveis que, sendo pequenos por fora, são espaçosos e confortáveis por dentro.

            Às autoras, Sandra Duarte Tavares e Sara de Almeida Leite, os meus parabéns.

 

 



publicado por Fernando Vouga às 22:19
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9 comentários:
De traumilla bimbi a 1 de Maio de 2008 às 18:53
Obrigada, Fernando! Um abraço meu.


De Luís Alves de Fraga a 4 de Maio de 2008 às 14:18
Caro Vouga,
Agradeço a sugestão do meu Amigo e vou comprar.
Um abraço


De directus a 5 de Maio de 2008 às 22:20
Também estou interessado. Deve ser com certeza um apoio interessante nestes tempos de incerteza e confusão em que vivemos.

Um Abraço


De António Viriato a 12 de Maio de 2008 às 00:57
Caro Amigo Fernando Vouga,

Como bem sabe, tenho em alta conta tudo o que se refira à arte de bem tratar a portuguesa língua.

Apraz-me registar que o meu amigo me acompanha em tal desígnio ou eu ao meu amigo, o que dá igual no resultado, creio.

Nesta tarefa de «ilustração e defesa da LP» todos devemos colaborar, com se se tratasse de uma contínua afirmação da nossa identidade e, no fundo, da nossa soberania, porque na Língua, mais do que em muitos outros campos, esta última se afirma, mesmo quando todos os fados o parecem querer negar.

Boa chamada de atenção para a presente publicação.

Um abraço.


De António José Mendes Dias Trancoso a 13 de Maio de 2008 às 14:45
Meu Caro Monteiro Vouga
Todos os contributos, como este, não são demais, para defesa da Língua que a traição se prepara para abastardar e colonizar.
Bem Haja.


De A. João Soares a 13 de Maio de 2008 às 18:40
Caro Vouga,
Mas aqueles que mais precisam destas ajudas, não as procuram. Julgam que tudo sabem.
Há dias deparei na TV com o seguinte. A poucas dezenas de Km da minha terra há uma vila (talvez já cidade), com o nome de Sátão. O locutor que lá estava dizia Satão, palavra aguda, em vez de grave, e as pessoas com quem contactava diziam Sátão. Pois, apesar de estas pessoas, lá da terra, pronunciarem desta forma, ele considerava que elas é que estavam erradas!!! E logo que a emissão passou para o pivô, este imitou o «sábio» seu colega em vez de dizer como as pessoas da terra que sabem mesmo.
Somos um país de pessoas ignorantes, superficiais e enfatuadas.
Um abço
A. João Soares


De zeca gallo a 14 de Julho de 2008 às 00:57
Uma boa dica que agradeço.
Deduzo que a obra tenha sido já editada com as regras do
Acordo Ortográfico porque se não...
Boa semana de trabalho


De traumilla bimbi a 15 de Julho de 2008 às 16:33

Como autora, gostaria de esclarecer que não, por várias razões. Primeiro, porque o Acordo ainda não estava em vigor em Fevereiro, como não está neste momento (e quando estiver, permitirá a nossa adaptação ao longo de 6 anos). Depois, porque a editora assim o entendeu (e bem, a meu ver) e, finalmente, porque o Acordo afecta apenas uma pequena parte do conteúdo do livro. Onde se esclarecem aspectos de pronúncia, morfologia, léxico e sintaxe, o Acordo não altera nada.


De Alecrim a 30 de Agosto de 2008 às 18:48
Que lhe aconteceu, Fernando? Emigrou?
Sinto a sua falta. Um beijo.


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