Aumento da criminalidade violenta

Já estamos habituados. No que respeita à segurança dos cidadãos, quando as coisas correm mal, o Governo resolve o problema em quatro fases:
Primeira fase: tenta desdramatizar a situação;
Segunda fase: apressa-se a montar, perante as câmaras da televisão, umas quantas operações policiais aparatosas.
Terceira fase: para mostrar serviço, bota cá para fora leis atabalhoadas que deveriam ter sido feitas há muito tempo;
Quarta fase: continua tudo na mesma.
De António José Trancoso a 2 de Setembro de 2008 às 20:21
Meu Caro Monteiro Vouga
Tenho a vaga ideia de que o Sr. Ministro, antes de o ser, nos seus comentários e intervenções televisivas, parecia ser detentor de ideias e medidas capazes de garantir uma sã e normal vivência cívica.
Assumido o cargo...a montanha não pára de parir ratos.
Entendem os governantes que, em Democracia, todas as garantias não são demais para proteger todos os que adoptam, como modo de vida, o atentado permanente àqueles que pautam o seu comportamento pelas mais elementares regras de convivência e respeito pelos seus concidadãos.
Todo o bandido - mesmo apanhado em flagrante e grave delito - que voluntariamente se entregue às Forças de Segurança, à face das novas leis, não é detido; vai em paz "com termo de identidade e residência" até um futuro (bem futuro) julgamento.
Mas, um Agente de Segurança que, em manifesta situação de necessidade, se atreva a incomodar um meliante vê-se em palpos de aranha...
Será que quem (des) governa confunde Liberdade Democrática com Libertina e Criminosa Permissividade ?!
Ou será que o aumento de criminosos representa um segmento eleitoral não dispiciendo?!
Afinal...pares inter pares?!
Caríssimo Vouga,
A sua observação é de uma pertinência e sintetismo que fazem inveja a quem se dedica às análises políticas neste país.
Portugal está em desordem e não sabemos (ou não queremos saber) as causas profundas desse estado.
O aumento de violência não é fruto de uma moda, nem de uma redução da vigilância; é resultado de crises de várias naturezas que se sobrepõem e para as resolver o Governo ou não sabe ou não quer adoptar as soluções mais convenientes.
Seja como for, a sua chamada de atenção é uma excelente síntese.
Um abraço
De
maremoto a 9 de Setembro de 2008 às 11:01
Exactamente. Se possivel com muitas imagens televisivas de operações stop. Assim, os portugueses ficam mais tranquilos.
(Observação curiosa: segundo foi divulgado, parecem existir em Portugal um milhão de armas clandestinas - não sei como chegam a este número, mas foi o que disseram - nas diferentes operações de policiamento, incluindo vida nocturna e transito, já apreenderam alguns bastões extensiveis, duas armas brancas e uma pistola de brincar em plástico, falta, portanto, apreender...bem é só fazer as contas como diria o António Guterres)
Caro amigo
Há um ditado americano que reza assim: «When guns are outlaw, only the outlaws have guns»
Só para quem estiver um pouco esquecido da língua inglesa, vou traduzir: «Quando as armas estão fora da lei, apenas os fora-da-lei têm armas».
Para bom entendedor...
Caro Amigo Fernando Vouga,
Como classificar tanta displicência, tamanha incompetência, disfarçadas com habilidades mediáticas em que Sócrates, este Ministro e seus pares, se julgam magos imbatíveis ?
Esperemos que o Povo não se deixe ludibriar, apesar de as alternativas serem igualmente desesperantes, o que agrava ainda mais o nosso pesado infortúnio.
Por isso, não progredimos há mais de dez anos...
Um abraço
AV_15-09-2008
Caro amigo António Viriato
A coisa é tão escandalosa que eu prefiro o Dr. Alberto João ao cidadão Pinto de Sousa. Ambos fazem propaganda. Mas o primeiro é com inaugurações onde mostra obra feita. O outro só aparece quando fica bem na fotografia e só a anunciar maravilhas... no futuro. Quanto ao presente, baixa a bitola nos exames e premeia os que obtiveram melhores notas. E outros truques do género.
Um abraço
De
ALG a 28 de Setembro de 2008 às 01:52
Infelizmente, continuam a não encarar a realidade e com um discurso que faz lembrar a avestruz a esconder a cabeça na areia, para não ter que enfrentar a realidade!
Estamos tramados com tal gente que nos vai (des)governando.
Cumprimentos
Obrigado, caro amigo, pelo seu comentário. Distinção imerecida porque há vários dias que não visito sequer este meu blogue.
Mas a situação é muito triste. Agora as Forças de Segurança tornara-se uma espécie de estúdio de televisão a produzir telenovelas policiais.
Visitei o seu blogue e gostei.
Um abraço
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