
Pinto de Sousa diz que, sem a maioria absoluta, o país fica ingovernável. Mas esquece-se de que, com maioria absoluta, o país fica desgovernável. Como se tem visto...
De
directus a 16 de Junho de 2009 às 23:36
À primeira todos caem ! À segunda só cai quem quer !
Deixem-se embalar na conversa mole do mentiroso, vendedor de "Banha da Cobra" e depois queixem-se que foram enganados outra vez....
De António José Trancoso a 20 de Junho de 2009 às 00:02
Caro Monteiro Vouga
A maioria absoluta, em Democracia, é sempre uma forma encapotada de Ditadura.
Todo o político que a peça, pouco respeito tem pela norma democrática, designadamente pelos eleitores e pelas restantes correntes adversárias.
Esse pedido, desavergonhado, mais não é que a manifesta e mais evidente prova da INCOMPETÊNCIA que só se dá bem sob o "guarda-chuva" da impune e prepotente arbitrariedade.
Um qualquer aldrabão, de verbo fácil, alcandorado ao poder - com espúrios apoios - passa a ser tão importante que até esquece a essência da sua "importância".
Meu caro Amigo, será que precisa de exemplos?!
Não me parece !
De
ALG a 20 de Junho de 2009 às 23:21
Realmente estamos perante um paradoxo e como tal sem solução. Facto provado, com prejuízo de todos nós é que com maioria ou sem ela, sucessivos (des)governos já demonstraram que primam pela incompetência na gestão da causa pública.
Esta partidocracia já deu o que tinha para dar, dê-se a volta que se der, volta sempre ao mesmo, só mudam os protagonistas desta trágico-comédia... Infelizmente!
Cumprimentos
Caro amigo
Como diz o aforismo popular: "a m... é sempre a mesma, o que mudam são as moscas."
De António José Trancoso a 23 de Junho de 2009 às 12:16
Meu Caro Amigo
Vendo bem,vendo bem...não posso concordar, totalmente, consigo.
É que, salvo uma ou outra inovação, as moscas, também, são sempre as mesmas !!!
Caro Amigo
Como diria um alentejano: «Nã tá mal pensado, nã senhora!»
Caro Amigo,
Ao instituir-se a chamada disciplina partidária - que tem vindo a assumir o papel de uma verdadeira ditadura dentro dos partidos ditos democráticos, fazendo da disciplina dentro do PCP uma mera brincadeira - a essência da Democracia afogou-se no mar das vontades dos líderes que por aí clamam por votos.
Repare que a Democracia se apoia e fundamenta na separação dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judicial. Ora, sendo que o Legislativo está sujeito à obediência disciplinar partidária, perde a sua real função de legislador e fiscalizador do Executivo; por outro lado, os membros do Poder Judicial são funcionários de nomeação dependente do Executivo, pagos por este, temos, assim, que a Justiça se não está dependente do Executivo para lá tende. Deste modo, como com simplicidade quis demonstrar, podemos concluir que maioria absoluta ou mera minoria, seja o que for, o sistema está inquinado. Inquinado pela dependência dos favores de quem, efectivamente, governa. Tem de haver é Homens independentes e de vontade livre. O resto são cantigas!
Um grande abraço
Caro Alves de Fraga
Concordo consigo. Ou não fossem sempre acertados e profundos os seus comentários.
Mas há aqui um problema. Com ou sem disciplina partidária os partidos perdem sempre credibilidade. Por um lado, a disciplina pode limitar a decisão do deputado; mas, por outro, sem ela, o partido poder-se-á tornar demasiado imprevisível. O que pode agravar a descrença dos eleitotres.
Comentar post