
Armando Vara, cidadão muito conhecido por ser um homem de palavra, afirmou hoje que vai colaborar com a Justiça.
Ainda bem que o faz. porque vai ficar tudo em pratos limpos. A Justiça vai funcionar, finalmente.
E, claro, os militares da GNR que receberam uns quantos sacos de cimento vão parar com os ossos na cadeia. E é bem feito, para aprenderem que não se brinca com a Lei.
De António Trancoso a 21 de Novembro de 2009 às 00:39
Caro Monteiro Vouga
Mais uma vez manifesto-lhe a minha discordância com as suas convicçôes. Estou certo que me perdoará !
Assim:
Armando Vara não precisa afirmar que vai colaborar com a justiça, dado que esta já se lhe antecipou prestando toda a colaboraçâo à "face oculta" (que toda a gente sabe qual é);
Para além dos pratos (da mesa orçamental) tudo acabará "limpo" ( impecável e impoluto) não tenho a menor dúvida;
E, quanto aos sacos de cimento, ninguém manda os seus modestos benficiários serem tolinhos !
Se se apoderassem , por exemplo, da "gestão" de uma grande fábrica de cimentos, em vez de Vale de Judeus seriam, naturalmente, convidados para o Terreiro do Paço.
Com um abraço, desejo-lhe um bom fim de semana .
O meu amigo, mais uma vez, apanhou-me com as calças na mão. Como diria a alentejana da anedota, eu diria: "nã tá mal pensado, nã senhora!"
Caro Amigo,
A última notícia por mim recebida dizia ser atleta honesto todo aquele que não "assalta" à vara o que, afinal, quer dizer que estamos em muito boa idade para praticar corrida de fundo, triplo salto, salto em comprimento, em altura, mas nada que meta varas... Essas andam pelas faces ocultas.
Um abraço
De Vilhão Burro a 26 de Novembro de 2009 às 15:00
Senhor Coronel
O senhor que me desculpe mas estou assim como que baralhado...
Então o homem andou "armando" uma teia (segundo dizem) ou uma vara ?!
Se foi uma teia, eganaram -se !
Que eu saiba, esta existe num picadeiro, que é sítio próprio para animais nobres (embora tontos, porque, como o senhor diz, se deixam montar) ...
Se foi uma vara, então... o que andou armando foi uma pocilga .
Isto de querer confundir porcos com cavalos, é coisa que não me quadra bem...
Caro senhor
Penso que a teia a que se refere não é de picadeiro mas de aranha. Isto porque não há teias de polvo... Ou haverá?
De Vilhão Burro a 29 de Novembro de 2009 às 02:03
Senhor Coronel
Não há teias de polvo ?!
Claro que não, como também não há bruxas espanholas, mas...
Caro senhor
Agora sou eu que estou baralhado e temo estar a cometer uma grande injustiça. Estive a ouvir com atenção as declarações do homem à saída da PJ e ele explicou tudo. E aquela cara de santo não mente. Coitado, está a ser vítima de um terrível engano.
Para mais, não sei se sabe que um jornalista que por acaso passava junto a um caixote do lixo, resolveu ver o que estava lá dentro. E não é que encontrou um CD com as gravações das conversas entre Vara e o nosso Primeiro?
Passo a transcrever a parte mais comprometedora:
«Tá? És tu, Zequinha?»
«Sim sou eu. Mas que prazer em ouvir a tua voz…»
«Olha pá, quero pedir-te um conselho. Mas não como PM, tá bem? Não quero ser favorecido só pelo facto de seres meu amigo»
«Claro Mandinho. Tu mandas, desde que seja tudo dentro da mais rigorosa legalidade. Com isso não brinco!»
«É que eu queria passar a dar todos os meses metade dos meus rendimentos ao Banco Alimentar Contra a Fome. Eu sei que o povo nunca esteve melhor e que a maioria das pessoas vive na abundância, mas o Governo não chega a todo o lado, por causa da oposição, como sabes…»
«Acho que fazes muito bem. Mas há um problema. Não me parece bonito que se saiba. A verdadeira caridade é dar com uma mão sem que a outra veja…»
«Tens razão, Zequinha. Dar nas vistas nunca foi o meu estilo. E se eu tentasse através de um offshore?»
«Desculpa, eu sou muito teu amigo, mas não posso consentir tal coisa. À mulher de César… Porque é que não crias uma fundação? As fundações em Portugal são o que há de mais transparente. Se o fizeres, podes contar comigo para também dar metade dos meus rendimentos»
Etc., etc., etc.
De Vilhão Burro a 29 de Novembro de 2009 às 19:52
Senhor Coronel
Sim senhor ! Fica-lhe muito bem esse acto de contrição, reconhecendo a eventualidade, mais que plausível, de estar a cometer uma injustiça.
Quando se diz, a um amigo do peito, que com a legalidade não brinca, está quase tudo dito.
Fica a dúvida de que só com as ilegalidades é que se pode brincar,não será? Porém, tratando-se de homens tão sérios, nunca brincam em serviço, nem fora dele (ao Domingo,por exemplo).
Eu cá, acho que o Presidente de todos eles, deveria compensá-los, dos dissabores da cabala, com uma condecoração ao nível da Ordem da Jarreteira.
Assim que é que o bouquet ficava um primor!!!
Um bom final de semana para si.
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