CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 12 de Março de 2010
No poupar está o ganho

 

 

 

          A actriz Inês de Medeiros é actualmente deputada à Assembleia da República, eleita nas listas do Partido Socialista, pelo Círculo de Lisboa.
          Por residir em Paris, desloca-se com muita frequência a essa cidade com viagens de avião pagas pelo Orçamento Geral do Estado.
          Porém, não se percebe muito bem qual tem sido o ganho da AR com a presença desta deputada. Até à data, a menos que os portugueses tenham andado muito distraídos, não se viu da parte dessa senhora nenhuma intervenção ou trabalho digno de nota. Ou seja, a relação custo/eficácia é altamente desvantajosa para os contribuintes.
          Sendo assim, parece que será melhor ideia substituí-la pelo celebérrimo Tino de Rans. Para lá de ser muito mais folclórico, sai muito mais barato.


publicado por Fernando Vouga às 22:07
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4 comentários:
De maremoto a 14 de Março de 2010 às 19:50
Poder...podia,mas não era a mesma coisa!

Cumprimentos


De Luís Alves de Fraga a 16 de Março de 2010 às 20:23
Caro Fernando Vouga,
Como sempre, oportuno nas suas intervenções e suficientemente cáustico para com o ridículo colocar a nu uma situação que bem merece ser despida.
Claro que o Tino até falaria quando não fosse conveniente e o mal era esse... Não dava status à bancada do PS, porque isto de ter uma deputada pelo círculo de Lisboa residente em Paris dá "internacionalização" e nós que paguemos!
Está claro que não é por 1 ou 10 euros que num ano possa representar, no bolso de cada português, o valor das deslocações de Maria de Medeiros a Paris que qualquer um de nós "vai ao fundo"! O que está errado é o princípio.
Eu sei que, há 50 anos, a vida era menos complicada; mas também sei que existiam menos "máquinas" para ajudar os homens de trabalho (as contas faziam-se em calculadoras manuais - ou de cabeça - só havia máquinas de escrever e os computadores eram coisas complicadíssimas que produziam muito pouco trabalho para o tamanho que tinham) e, por isso, o aparelho estatal deveria ser maior e mais pesado, mas, caso curioso, dá-se o inverso: hoje, com todos os apoios da técnica, há mais ministros, secretários de Estado, assessores e outros auxiliares. Quer dizer, o progresso faz aumentar o número de trabalhadores ou de gente que diz que trabalha.
Não será questão de dizer que não precisamos de progresso para nada?
E tudo isto vem a propósito da Maria de Medeiros!
Não sendo substituível pelo Tino é passível de o ser por uma outra figura mediática e inerte como ela.
Abaixo este "progresso"!
Um grande abraço


De Fernando Vouga a 17 de Março de 2010 às 23:09
Caros amigos Maremoto e Alves de Fraga

Já ninguém duvida que o caminho dos maiores sacrifícios é inevitável. Embora duvide que a classe política que temos nos consiga salvar da catástrofe, penso que a maioria dos portugueses honestos e bem intencionados está disposta a aceitar estoicamente as dificuldades que se aproximam a passos largos (olhem para a Gtécia!).
Porem, tudo se pode inverter se não se avistarem sinais claros de moralização. Casos como este, que nem é dos mais gritantes, não vão ser aceites pacificamente. Com as Forças Armadas inoperantes, povo vai sair para rua disposto a tudo. E vamos ver muita gente pendurada nos candeeiros.


De isabel a 18 de Março de 2010 às 09:31
e depois, quem paga a crise somos nós, os ditos funcionários públicos e todo o povo que vê, ano após ano, os seus ordenados em baixo, o custo de vida a aumentar e as contas a baixar. Bem oportuna esta constatação. Continue.
Isabel


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