
O sexo não é um luxo, é uma necessidade o que, diga-se em abono da verdade, não tem nada de malicioso. E, excluindo aqueles que, pela idade ou por deficiências físicas ou psíquicas, estão impedidos de ter vida sexual, só há dois tipos de pessoas: as que de qualquer forma satisfazem as suas necessidades sexuais e os mentirosos.
Porém, por razões que de momento saem fora do âmbito desta nota, a Igreja Católica fez cair sobre a sexualidade humana uma espécie de anátema onde todo o sexo praticado fora do casamento é um pecado mortal que ofende gravemente a Deus. Mais ainda, mesmo no sexo “legal”, digamos assim, todo o “entusiasmo” é uma grave desordem pecaminosa. O exemplo máximo é dado pela mãe de Jesus com a sua “imaculada Conceição”. O que quer dizer que as demais concepções, por menos gozadas que sejam, acabam por ser inexoravelmente maculadas…
Não será portanto de estranhar que aos sacerdotes católicos tenha sido imposta a regra da castidade absoluta. Eles têm de dar o exemplo. Eles, por força dos sacramentos que receberam, por força das suas orações e penitências, são superiores às fraquezas dos leigos que, coitados, não resistem à baixeza das tentações da carne.
Mas uma coisa é a teoria, outra é a realidade. Após séculos de silêncios — nem sempre conseguidos —, a Igreja vê-se agora confrontada com uma sociedade mais informada onde tudo se sabe. E o escândalo começa a surgir, e da pior forma.
Nesta conformidade, não deixa de ser curioso que venham agora os mais altos dignitários da Igreja desvendar um segredo de polichinelo: afinal os sacerdotes católicos são homens como os outros. Por mim, tudo bem, desde que, como qualquer cidadão, assumam as suas responsabilidades.
O que é intolerável é o facto de uma organização que se diz reger por princípios morais, no seu dizer impostos por Deus, tenha ocultado comportamentos que ela própria considera gravemente reprováveis, incluindo crimes hediondos, como são os abusos sexuais de menores.
De Rui Saraiva Alves a 9 de Abril de 2010 às 17:04
Afinal a surpresa não foi assim tão grande como isso.
A notícia só serviu para que a “imprensa rasca” se debruce uma vez mais sobre o “cócó” em que certas môscas gravitam e nos tenha dado a impressão, mas só a impressão, de que havia novidade no falar, surpresa na decisão e sobretudo evolução no avanço do estado em que se encontram certas mentalidades.
É para isso que servem os jornalistas rascas, os jornalistas falhados (e que infelizmente é o que não falta, temos muitos em Portugal) que alimentam assim uma parte da grande máquina social.
Não (!), o problema é tão velho como velho é o tempo, e, tão velho como velho é o "Velho Testamento", pois bem antes da chegada de Jesus, já a homosexualidade é abordada com completa profundidade e o Levítico dá-nos a total e severa advertencia sobre este possível estado de situação.
Moisés fala-nos deste assunto e é com regra e proibição que o Velho Testamento não permite que seres de séxo igual possam OUSAR constituir família.
Hoje ficaremos com os olhos quase que tortos quando virmos sair uml casal de paneleiros, do Registo Civil, de mão dada e casadinhos de novo.
É assim, e a partir de agora é assim mesmo que vai ser pois dois homens podem constituir família, duas mulheres podem desta mesma forma estabelecer com toda a legalidade a sua relação, gritar ao mundo a sua homosexualidade e rirem-se de quem é sério, e isto, com o consentimento e a aprovação de todas as autoridades...
Não pensem que venho aqui para criticar ou para destruir o sonho de uns quantos paneleirões que tal como as fufas (gordas e magras) sonhavam poder viver de mão-na-mão, legalmente e sem receios, a “tal” história de amor a que agora dizem ter direito.
Acho que “essa gente” tem mesmo muita coragem, pois alugam casas, compram apartamentos a crédito e o sistema bancário reconhece-os em termos de “casal”!
Pagam impostos e o sistema fiscal também não foge à regra, pois a fiscalidade factura os seus impostos em nome do casal constituido pelo Rogério que é casado com Alfredo, como para a Maria Julia que casou com a Margarida!
Não há a menor descriminação, nem de raça, nem de côr, nem de séxo, nem de moralidade...hoje ser homosexual é tão legítimo como ser normal !
Doentes mentais, tarados sexuais e outras coisas mais, assumem-se e gritam o que lhes vai no coração com a legitimidade que a Lei (democráticamente votada !??) lhes consente.
É assim mesmo o modernismo, e, a inteligencia desta nossa humanidade leva as autoridades (???) a consentir que gente séria e que está em desacordo com tamanha imoralidade, tenha mesmo que “ver-e-calar”...(!) e confesso que é o meu caso, confesso que me sinto mal e só ainda não sei bem se me dá nôjo, se me dá vómitos ou se é apenas psicosomático...!?
Os que não têm coragem para se assumir, padres pedófilos, chefes de empresa rabicholas, homens ricos paneleirões, velhas fufas, gordas adiposas e toda a porcaria que se deixa intruduzir pelo que calha e que se diverte às escondidas, a esses eu só os poderei aconselhar a dar o “grande salto”...já que do vinho faz-se vinagre, porém...do vinagre não se consegue fazer vinho (!) e agora que a “lei” lhes consente a legalização da imoralidade, pois aproveitem a onda porque ser paneleirão, agora já não é vergonhoso nem fica mal - o que fica mal é não ser - e de resto, não sei ainda porquê mas o que é facto é que os rabichos são todos ricos !
Mulheres de todas as latitudes, ser lésbica é uma nova qualidade de quem não tem capacidade para ser espôsa nem postura suficiente para ser mulher e sempre podem, uns e outros, ter filhos adoptivos...
O Levítico em 18, Interdições Matrimoniais e Sexuais merece ser lido.
Será que é porque as igrejas têm no seu seio um índice elevado de homesexuias, que não abordam o Levítico ao longo dos seus Cultos?
Por vezes até penso que o Levítico está completamente esquecido e que a “padralhada” até nem sequer o abre para arejar, será por esta razão?
Cordiais saudações.
Rui Saraiva Alves.
Caro Rui Saraiva Alves
A minha posição sobre o casamento de homossexuais é muito reservada. A partir de agora já nem sei sequer o que é o casamento...
Mas prefiro esperar por melhor altura para me pronunciar sobre o assunto porque, confesso, a homossexualidade não me desperta grande curiosidade. Penso mesmo que não é contagiosa o que, a verificar-se, seria para mim motivo para grande preocupação.
O que aqui está em causa é a cumplicidade da Igreja Católica nos crimes dos seus sacerdotes. Afinal, dizendo-se eles escolhidos por Deus e que responderam ao seu chamamento, é difícil perceber como é que Ele, que sabe tudo incluindo o futuro, escolhe tais pessoas.
Retribuo as saudações.
De Rui Saraiva Alves a 14 de Abril de 2010 às 14:04
Deus fez o mundo e os homens fizeram o resto.
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Deus fez o mundo e os homens fizeram o resto.
Nunca li a Constituição do Vaticano, mas penso no entanto que tudo, essa gente, deverá ter previsto et certamente que o pequeno <código penal> que os condiciona, revela-se e releva-se pela <conveniencia> daquilo a que eles chamam de:
- Interesses superiores.
Assim, a palavra CRIME tem para a igreja um sentido de frafilidade e não de responsabilidade.
A palavra MORALIDADE é sempre condicionada pela manobra da filosofia e pelo Saber de se criar a confusão nos espíritos menos informados.
Isto chamam-se: - Vigaristas intectuais !
Duas das grandes <disciplinas> que a igreja melhor desenvolva são:
1 - Argumentação litúrgica.
2 - Comunicação.
A <grande máquina> do Vaticano (e de todas as outras igrejas) é constituida de engranagens complexas e de interesses elevados, em que tudo nos escapa.
Na vida de Jesus haviam tantos homens como mulheres, porém, disso pouco se fala.
Como o Senhor Fernando Vouga nos diz no início desta sua página, o sexo não é um luxo, é uma necessidade...
Mas, se as igrejas nos dizem que a Líbido é <as portas do inferno>, resta-nos um céu cheio de tentações e talvez repleto de virgens !?
Cordiais saudações.
Rui Saraiva Alves.
Caro Rui Saraiva Alves
As religiões acabam por ser meras engrenagens das máquinas do poder. Assemelham-se aos partidos políticos. Quando são apanhados em falta disfarçam, dizem-se vítimas de perseguição, mentem e fingem que estão determinados a acabar com o mal.
Não deixa de ser curioso o expediente do cardeal Tarcísio Bertone que recorre à ciência para fundamentar a já anedótica teimosia do celibato. Ou seja, a Igreja Católica, tradicionalmente avessa à ciência, pretende agora basear-se numa teoria mais que duvidosa. Esquece-se (ou simula esquecer-se) que, na verdadeira ciência, nada está definitivamente provado. É que, ao contrário da religião, na ciência não há dogmas.
De Rui Saraiva Alves a 18 de Abril de 2010 às 13:47
O Camerlengo BERTONI desempenha mal o seu papel, é um péssimo actor e tal como os "papagaios", repete o que tudo quanto o chefe lhe diz...ele é pago para isso mesmo.
Bertoni escolheu o Chile para fazer certas declarações, e porquê?
Ao que parece a imprensa Chilena tem uma "orelha mais compatível" e por esta razão, o Vaticano sabe que há coisas que só podem ser ditas a partir de certas Plataformas...ou de certas Células!
O "Quais d´Orsay" levantou-se, insurgiu-se em Ira Diplomática, esquecendo quem é Bernard Koushner, pois o nosso "Foreign Minister", não tem só escritório em Paris...
Como se a França só agora descobrisse toda a podridão que, tal como todas as Nações, também tem no seu seio.
Este bailarico da falsa dignidade orquestrado por verdadeiros "Maestos" da (baixa) comunicação, oferece-nos o show da pobreza de espírito em que nos banhamos.
Cordiais saudações para todos.
Rui Saraiva Alves.
De António Trancoso a 17 de Abril de 2010 às 00:50
Caro Monteiro Vouga
Razão tinha Nietzche quando afirmou que "Deus morreu".
E, para que não haja qualquer dúvida de que está bem morto, e que não pode ter a veleidade de penetrar o coração dos homens, os seus algozes andam por aí há 2000 anos, disfarçados sob o manto diáfano das sotainas, a aproveitar-se da ingénua crendice dos sequiosos de um Espírito que lhes é negado e, obscenamente, impingido por uma ostentação que contradiz o exemplo do Homem Bom cruxificado.
O mesmo que, pretendendo transmitir e incutir o Bem desde cedo, pedia que deixassem vir até si as criancinhas.
Fazendo-se passar por seus herdeiros, a cáfila frustrada, insinua-se junto às crianças, não para o Bem, mas para nelas depositar a peçonha acumulada pela dogmática prática de uma Associação de Malfeitores.
Se Deus não tivesse morrido, esta gente matava-O.
Caríssimo amigo
É caso para dizer que, se Deus existe, a Igreja Católica (se calhar também as outras) só pode ser obra do demónio.
De Rui Saraiva Alves a 18 de Abril de 2010 às 13:10
http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche
A Wikipedia vale o que vale, bem sei, porém, porquê e como é que Nietzche chegou à "metáfora" que o Trancoso nos apresenta?
O que se está passando no "palmarés judiciario" do Vaticano tem muito pouca relação com o que atribui a Nietzsche...
Não sei se não estaremos bem mais próximos de René DESCARTES, muito embora SPINOZA venha contradizer, de certo modo, a morte de Deus a que o Trancoso nos faz alusão.
Fico-me com DESCARTES.
Cordiais saudações para todos.
Rui Saraiva Alves.
De António Trancoso a 18 de Abril de 2010 às 15:28
Corrigenda:
Onde se escreveu "cruxificado" deverá ler-se crucificado
(partidas que o cérebro prega quando se associa a palavra ao "x" do crucifixo).
Pelo erro, as minhas desculpas.
De
tron a 17 de Abril de 2010 às 23:34
não nos podemos esquecer dos tempos dos bórgia
De Rui Saraiva Alves a 22 de Abril de 2010 às 22:08
Caro Senhor.
Gostei imenso desta sua lembrança...os Bórgia.
Mais uma que poderemos adicionar ao grande palmarés dos "iniciados" desta santa madre igreja.
Os Bórgia merecem toda curiosidade da nossa descoberta e todo o interesse histórico, até porque estamos em plenos descobrimentos, fins do século XV e haverá seguramente muita coisa que só os Historiadores o sabem.
Uma saudação para si.
Rui Saraiva Alves.
Caro Fernando Vouga,
O que a hierarquia da Igreja Católica Romana sempre procurou ocultar foi a humanidade do seu clero e quando é confrontada com a realidade - dura realidade - disfarça, nega, esconde.
Certamente um clero menos deificado e mais humano (com os mesmos defeitos e as mesmas virtudes de todos os Homens) faria uma Igreja mais civicamente correcta e, naturalmente, mais credível enquanto transmissora de uma religião (religião que pode ser um lenitivo para quem sofre, mas é sempre uma forma de ópio entorpecente).
Um grande abraço
Só para dizer que adorei esta:
"É caso para dizer que, se Deus existe, a Igreja Católica (se calhar também as outras) só pode ser obra do demónio."
Saudações cordiais!
De
tron a 25 de Abril de 2010 às 22:58
há uma música dos queen chamada "Is This The World We Created ?" e tem um verso mesmo no fim da música que traduzindo diz assim "Se existe um Deus o que ele pode pensar do que fizemos do mundo que Ele criou"
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