CONTRA OS ABUSOS DO PODER
VENHAM DONDE VIEREM
Sábado, 1 de Maio de 2010
Porquê Portugal?

Afinal não há motivos para alarme. Esta onda de boatos sobre uma ameaça de bancarrota não passa de um caviloso "ATAQUE ESPECULATIVO".
Uf!... Que alívio!!!
Só não se percebe bem porque é que os especuladores, com tantos e tantos países para lançarem as suas garras, escolheram logo Portugal. É azar a mais!
Irra!!!
Meu Caro Amigo,
É uma questão geográfica: Portugal é a "porta" de "entrada" (neste caso, de "saída") da Europa de quem vem ou vai para o Atlântico e a Grécia tem a mesma equivalência para o Mediterrâneo.
Claro que se podia escolher a Itália, mas não dava jeito... é muito comprida! Ou a Espanha... mas tem pouca costa atlântica. Em resumo, são ares que se lhe dão! Delíquios, diria o Vasco Santana de saudosa memória...
Um abraço
De Rui Saraiva Alves a 5 de Maio de 2010 às 11:09
É uma questão geográfica (?), pois seja, porém “Nec plus ultra” é também uma anotação geográfica que chega até nós desde os primeiros geómetras (sec.XV) e que nos indica os limites a respeitar e que neste caso, foram já abusivamente ultrapassados.
Estamos em pleno “Nec caput, Nec pedes”!
Se o delíquio for só um desmaio, ainda poderemos acordar, mas se for uma síncope, tudo poderá ser fatal.
Penso que neste caso o delíquio será apenas uma liquefacção e se assim for encontrar-nos-emos “só” (ainda mais) dissolvidos do que aquilo que já estamos!
Cordiais saudações.
Rui Saraiva Alves.
Caros amigos
Ironias à parte, a situação é grave e deve-se a múltiplos factores.
No entanto, há um aspecto que não é despiciendo: o da credibilidade. E, neste particular, o cidadão Pinto de Sousa tem tido azar a mais. Dentro do princípio de que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo, tendo sido envolvido em tantas e tantas trapalhadas, só acredita nele quem está à gamela do poder (por enquanto...). O que não será o caso dos responsáveis pelas famigeradas agências de "rating" e outros altos responsáveis pela economia mundial.
É bom que não esqueçamos que em todos os países que se prezem há serviços secretos que esquadrinham ao mais pequeno pormenor a vida de muita gente importante, com especial atenção para os governantes e afins. Os seus agentes não estão sujeitos à nossa corrupção, ao nosso tráfico de influências, às decisões dos nossos tribunais, às mentiras da propaganda política de quem está no poder. Chegam às suas próprias conclusões e delas dão parte aos respectivos governos.
Não tenhamos dúvidas: diplomacias à parte, todos ele sabem quem é, verdadeiramente, o nosso PM.
De Rui Saraiva Alves a 6 de Maio de 2010 às 18:01
Caro Sr. Fernando Vouga.
Portugal virou-nos as costas, o Escudo já não existe e o Euro balbucia as suas primeiras sílabas.
O cidadão em questão (Pinto de Sousa) é apenas o reflexo da cultura de quem o elegeu, portanto, o nosso homem limita-se a alimentar o desastre em que o país já se encontrava no momento em que o “eleitor” lhe atribuiu a sua confiança.
A falência da Grécia, a situação de catástrofe em que se encontram as finanças de Portugal e de Espanha mais os cofres vazios do reino Unido e o Tesouro Público de França que é apenas um pouco mais sorridente, todo este conjunto se explica pelas mesmas razões: os cidadãos pedem muito e os estados são demagogicamente generosos.
É bem claro que os Estados não oferecem “presentes” ao cidadão e tudo aquilo que dão pois já o subtilizaram na algibeira do contribuinte, ou seja que são fundos que já foram gastos, ou que já estavam previamente destinados a esse fim.
Na perspectiva de que a crise europeia possa dar o seu último suspiro e enterrar o Euro, talvez seja conveniente começarmos a preparar a ressuscitação do Escudo que foi, como sabemos, prematuramente enterrado.
Se for este o caso, um Escudo encontrado no fundo de uma gaveta fará deste seu servidor um visionário avisado.
Cordiais saudações.
Rui Saraiva Alves.
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