CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
Todos de castigo

 

          José Manuel Coelho, com os seus 39,01 % dos votos na Madeira,  pôs de castigo, tanto o Governo Regional, como toda a oposição.

 

          Por um lado, provou que o Jardinismo (com uns escassos 44,01%)  é derrotável e que o "povo superior" não está assim tão controlado como se julgava; por outro, provou que as oposições madeirenses estão demasiado acomodadas para representarem qualquer perigo para a actual maioria. 

          A partir de agora, o jogo partidário nunca mais será o  mesmo. Coelho passou a ser uma figura incontornável na política regional.

 



publicado por Fernando Vouga às 14:20
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19 comentários:
De António Trancoso a 26 de Janeiro de 2011 às 13:42
Meu Caro Amigo
Era previsível acontecer alguma coisa, embora sem a dimensão que assumiu.
Tendo em conta a situação sócio-cultural da maioria da população, José Manuel Coelho é, objectivamente, o contraponto do habitual discurso de Alberto João Jardim.
Daí o êxito, expresso na votação obtida, com relevância para a da Região.
Sem ilibar as fraquezas da Oposição, nomeadamente as ambiguidades, do, até agora, seu maior Partido, não me parece correcta a atitude de "disparar", indiscriminadamente, em todas as direcções.
José Manuel Coelho, tendo razão em muito...não tem toda a razão.
Que se trata de um "fenómeno" de popularidade é um facto a levar em devida ponderação, tanto mais que a História nos revela exemplos de consequências inaceitáveis.
João Jardim, ao estabelecer uma comparação com o sucesso de Hitler, sabe muitíssimo bem do que fala...e custa-lhe, imenso, aceitar uma possível concorrência.
O abanão foi dado e, daí, todo o seu mérito.
Como "projecto", falho de substância na construção de um futuro, espero que o Bom-Senso venha a recuperar o lugar, que o Protesto, circunstancial e legitimamente, ocupou.
Um abraço.


De Fernando Vouga a 26 de Janeiro de 2011 às 16:14
Caro António Trancoso

Penso que o sucesso de Coelho se deve ao estilo corajoso e desinibido com que atacou Jardim. Porque era o que estava a fazer falta na Madeira. Era urgente que aparecesse alguém a sugerir que o poder na Madeira talvez não passe de um tigre papel.
A reacção do líder madeirense foi o que se esperava: uma linguagem agressiva (o que denota fragilidade), que se destina a um eleitorado que julga ser bronco e pouco esclarecido...
Só que me parece desajustado pensar que, nos dias de hoje, o tal "povo superior" ainda engole tal discurso.
Coelho provou o contrário.

Um abraço



De Polo Simples a 3 de Fevereiro de 2011 às 18:00
Mas ele não foi do PCP e depois não virou a casaca para o PND?
Onde está a integridade política deste homem?
Não será mais um ANÃO/PAPAGAIO que nos vai ainda mostrar como se descobrem chifres em cabeça de cavalo?


De Fernando Vouga a 4 de Fevereiro de 2011 às 22:39
Caro Polo Simples

Não leve a mal, mas achei piada ao seu comentário.
Por um lado, não sou advogado de defesa de Coelho. Mas não estou a ver onde é que estava a integridade dos restantes candidatos... No que respeita a Cavaco, ficou até provado, no seu primeiro mandato, que qualquer arrumador de carros pode fazer melhor do que ele.
Quanto ao virar de casacas, isso seria importante se houvesse diferenças significativas entre as ideologias dos partidos. Mas não há, porque todos eles as meteram na gaveta. Sendo assim, onde é que está o mal em mudar de um CP para um ND? É apenas uma questão de siglas.
Concordo todavia consigo nom ponto: talvez não passe de um anão/papagaio. Maas os outros não o são?


De directus a 28 de Janeiro de 2011 às 23:26
.


De Fernando Vouga a 29 de Janeiro de 2011 às 13:41
Caro Directus

Não está mal pensado, não senhor, mas não sei se concordo consigo. Talvez um pequeno esclarecimento ajudasse...


De 100 Estribeiras a 3 de Fevereiro de 2011 às 12:53
Deixe-me felicita-lo Senhor directus.
Claríssimo e sem Xixi nem outras rendas exuberantes.
Quando nada há para dizer, penso que o silêncio também é portador de mensagem.
O “nada” existe e quem pensar que o seu comentário é nulo, engana-se.
É bem melhor assim do que fazer piruetas literárias porque ao menos não perde o seu tempo a “picar os seus miolos” em busca de palavreados esquisitos com ideias nulas e olhares escondidos.
Gostei deste seu comentário Senhor directus, acho-o ao menos inteligente.
Um abraço do 100 Estribeiras.


De Jacaré Tem Dente a 3 de Fevereiro de 2011 às 18:12
Mas será que possa haver quem pense que Coelho vai mesmo ser eleito ?
Faltam-lhe 3 pontos de apoio dos quais ele não pode por enquanto beneficiar: - 1 - A igreja; 2 - A Máfia; 3 - A Maçonaria !!!
Sem estes alicerces niguém será presidente em Portugal e quem voltar a ocupar Belém é só porque tem com ele estes 3 tentáculos do mesmo animal.


De Fernando Vouga a 4 de Fevereiro de 2011 às 22:47
Caro amigo

Parece-me óbvio que ninguém acredita que Coelho vai ser eleito. E não discuto a falta dos pontos de apoio de que fala. Não sendo membro de nenhuma dessas organizações, não me posso pronunciar.
Mas tenho que lhe confidenciar que o resultado que obteve aqui na Madeira me deixou muito esperançado.


De Pica-Miolos II a 4 de Fevereiro de 2011 às 18:50
Senhor Coronel
Começo a "sentir-me" quase tão importante como J M Coelho !
Mais um empurrãozito e ainda me estribo numa candidatura a qualquer coisa de jeito...


De 100 Estribeiras a 5 de Fevereiro de 2011 às 12:26
Para “uma candidatura a qualquer coisa de jeito”, há só que estar acordado e NUNCA adormecer…!
Não estou a ver possibilidades de “candidatura a qualquer coisa de jeito” com carreiras interrompidas.


De Pica-Miolos II a 9 de Fevereiro de 2011 às 13:31
Tem razão ! Basta estar alerta para não interromper a carreira e deixar o tempo passar até, com muito jeitinho, chegar a Major-General...


De 100 Estribeiras a 9 de Fevereiro de 2011 às 14:58
…sim, mas mesmo com muito jeitinho (!)…porque uns refugiam-se aqui; outros refugiam-se ali…há só que não adormecer quando o “dever” ou a oportunidade nos chama.


De 100 Estribeiras a 9 de Fevereiro de 2011 às 16:05
Não estou e ver bem onde quer chegar, no entanto, sei de quem não passou de Major e...por não estar alerta...os excessos interrompem as carreiras! Esperemos que não seja o caso de Portugal.


De Jacaré Tem Dente a 5 de Fevereiro de 2011 às 12:59
Que Cavaco Silva deu com os burrinhos na água dado que fez uma tentativa de carreira pessoal e não uma carreira republicana/nacional, esta é a síntese que se conclui, esta é a realidade portuguesa neste momento.
Hoje, ninguém será capaz de bater Cavaco porque a Opus já está em Belém, a Maçonaria continuará em S. Bento e a Máfia, essa, faz o seu trabalho, espalhando o terror financeiro para melhor disciplinar e submeter a população.
Estes homens não passam de actores pagos para um certo trabalho e nada mais, a grande encenação eleitoral é só obra de um teatro barato e sem qualidade mas que anima, emociona e GANHA !
E como sempre é o resultado que conta…será que há ainda quem possa pensar que as democracias funcionam ?


De isabel a 7 de Fevereiro de 2011 às 09:37
sorriso malandro de vitória saborosa.

isabel (a sobrinha)


De Fernando Vouga a 8 de Fevereiro de 2011 às 20:53
Olá Belinha

Um beijo do titio


De Anónimo a 2 de Março de 2011 às 16:25
Mas que leitura tão ingénua ! Então não se viu já que o homem já desbaratou todo o património eleitoral conseguido nas presidenciais. Agora até o Partido que ficar com ele sairá prejudicado !


De Fernando Vouga a 2 de Março de 2011 às 17:18
Caro anónimo

É fácil fazer prognósticos depois do jogo...
De qualquer forma, onde é que está a ingenuidade? O homem provou que o sistema partidário madeirense tem grandes fragilidades e ignorá-lo pode ter consequências imprevistas.
É que a democracia não se esgota nos partidos.


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