
Imagem retirada da NET
Ouvi há pouco, num noticiário televisivo, que a taxa de natalidade portuguesa anda pelas ruas da amargura. O que é natural, porque vai faltando aos portugueses a coragem para colocarem neste mundo mais uma criança para quem se adivinha um futuro sombrio. Porque, em termos práticos, cada cidadão português recém-nascido tem às suas pequenas e frágeis costas o peso de uma dívida da ordem dos 17.000,00 €. Convenhamos que é obra.
Claro que tudo isto é culpa das oposições ao actual governo, que não deixaram passar mais um PEC. PEC este, especial de corrida, que seria o primeiro a convencer a banca estrangeira a baixar os juros da dívida!...
Já não tenho pachorra para tanta mentira.
De Charles Darwin a 1 de Abril de 2011 às 22:38
Então vai ter que mudar de país, aqui não se safa ! Pode esperar sentado !
Caro amigo
A quem o diz!
Falando a sério, é hipótese que cada vez mais estou a considerar.
E o pior é que não sou só eu...
De 100 Estribeiras a 2 de Abril de 2011 às 17:08
Se a virilidade de “muitos” portugueses é expressa pelo carro de luxo (com que se afixam), e normalmente comprado a crédito e se são – como é normal - carros modernos com uma “direcção assistida”; então eu começo a pensar que Portugal precisa mesmo de UMA ERECÇÃO ASSISTIDA (!) para poder normalizar a sua taxa de natalidade.
Assim que os Serviços Sociais garantam a “erecção assistida”, os índices sobem.
Portugal perdeu tamanho, qualidade, excitação e entusiasmo.
Caro amigo
Estive mesmo para dizer que cada qual sabe de si...
Porém, pensando bem, não digo!
De Zé Zé Camarinha a 2 de Abril de 2011 às 19:36
Então os portugueses não eram os maiores machões do planeta e arredores ? Pelo menos foi o que sempre me foi vendido deste pequenino ! Pois é, mais uma vez o Zé Portuga como sempre, léria muito e depois nada...Deve ser também culpa da Sra. Merkel !...
Caro Zé Zé
Não sou perito no assunto. Mas pelo que ouvi dizer, não há relação entre as "capacidades" viris e a procriação. Dizem até que os menos "equipados", os indianos, são os que mais se reproduzem.
Parece que é mais uma questão de ritmo do que comprimento.
Cumprimentos.
De Anónimo a 3 de Abril de 2011 às 12:15
E se antes de tudo os portugueses aprendesem a pensar?
E se saber pensar fosse a grande resolução dessa (gloriosa???) nação?
Como os débeis fazem sempre outros débeis, acho que até é bem melhor que não façam meninos...
De Jacaré Tem Dente a 3 de Abril de 2011 às 14:14
Cada cidadão português recém-nascido não tem SÓ “nas suas pequenas e frágeis costas” o (teórico) peso de uma dívida de € 17 Mil, não (!), e as coisas começam porque muito pouco resta de quem lhe possa dar, a ele recém-nascido, uma educação correcta, depois, terá que fazer o melhor esforço para assumir uma “portugalidade” frustrada e infelizmente cheia de mentiras históricas, terá que fazer parte de um povo atrofiado pelo seu “baixo” orgulho, mas sempre com a arrogância bem latinória dos que recusam aceitar a derrota – o que não será fácil.
Como o Sr., Fernando Vouga o diz, e bem: “Convenhamos que é obra”.
Não esqueçamos que Portugal tem ainda “duas guerras de atraso” e esta uma das várias razões pelas quais a normal evolução não surgiu quando deveria…todavia, os problemas sem resolução, esses sim; esses chegaram a tempo!
A taxa de natalidade é por vezes inversamente proporcional à taxa de estupidez!
De António Trancoso a 4 de Abril de 2011 às 08:26
Caro Monteiro Vouga
Passos Coelho, desta vez, entendeu que era chegada a hora de IR ao POTE.
Chumbou o PEC IV, e, no dia seguinte, foi, pressuroso, a Bruxelas, explicar aos seus correligionários o porquê de tal decisão: pelas razões opostas às invocadas na Santa Terrinha. Aqui eram demasiadas; lá, insuficientes.
Desta feita, fazer filhos, começa a ter laivos de crime lesa-pátria...
A propósito, há por aí uma onda reivindicativa de levar as p.... ao poder, porque dos seus filhos, o pagode, já está farto.
Um abraço.
Caríssimo amigo
Enfim, são os ossos da política à portuguesa. Ambos (PC e JS) estão muito longe de estar à altura da situação. O primeiro porque lhe falta ainda muita da "malandrice" política para se aguentar no poder (caso o consiga); o outro, por excesso dela...
De António Trancoso a 6 de Abril de 2011 às 19:42
Caro Amigo
Quem dera que D. Afonso Henriques tivesse sido bruxo...
A decência tê-lo-ia levado por outros caminhos.
De Jacaré Tem Dente a 7 de Abril de 2011 às 19:36
Bruxos decentes...; penso que é coisa que não existe.
Afonso Henriques, se ele tivesse tido alguma decência, penso que teria conquistado Lisboa de outra maneira...
Veja o "porquê" da Penha de França...e dar-me-á razão.
Enveredou pelo caminho de um "país de sonho", limpou Portugal dos árabes e acho que já não foi nada mau.
Ficámos com o resto...
De Anónimo a 7 de Abril de 2011 às 14:32
este e outros PEC não passam de Piadas Extraterrestres Conhecidas....
De Jacaré Tem Dente a 9 de Abril de 2011 às 12:35
Desde a Idade Média que a noção de enriquecimento repousava sobre o crescimento demográfico.
Na concepção da época, era o trabalho manual que enriquecia as nações.
A Revolução Industrial pôs sistemas mecânicos ao serviço das economias e veio, de certa forma, não só controlar a demografia, como desenvolver as economias e aumentar todas as cadências de produção, mas, por outro lado surgem todos os problemas relacionados com o ambiente, com o urbanismo e com o “modus-vivendi” das populações pois “desenvolvimento” representou “enriquecimento” trazendo ambientes infectados, novas poluições, alterações sociais em todos os campos e que nem sempre se verificaram positivas...
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