Mais um que jura a pés juntos...
Meu Caro Amigo,
De facto, a coisa promete! Uma das leituras possíveis desta afirmação passa por: 1) O PS já ganhou as eleições com uma margem muito curta; 2) O PCP sobe extraordinariamente nas eleições; 3) O PSD desce drasticamente nas eleições.
É um cenário. Que tal outro?
1) O PS ganha as eleições com maioria absoluta; 2) O nível de abstenções sobe em flecha; 3) O voto em branco dispara por aí acima.
No primeiro caso, o PCP está a confirmar que representa a voz da discordância com o acordo feito com a tróica e vai entrar em "luta de rua" para dificultar a governação que terá de ser feita à custa do PSD e/ou CDS com o PS.
No segundo caso, o PCP está, desde já, a avisar o seu eleitorado que a vitória vai ser do PS novamente.
Haveria possibilidades de imaginar um outro cenário:
1) O PS perde eleições em favor do PSD que não tem maioria absoluta; 2) O PCP está a avisar o PS que não conte com ele para fazer um acordo de governação, pois juntos teriam maioria.
Seja como for, o PCP está a dar sinais ao eleitorado de que vai ser a força de oposição ao Governo, seja ele qual for.
Desculpe o alongamento na análise.
Um abraço
Caríssimo amigo
Não se alongou nada. Pelo contrário, há ainda muito pano para mangas.
Só não vejo grande possibilidade de um governo com o PS e o PSD juntos (com ou sem o CDS). Para lá de se tornar rapidamente num saco de gatos, penso que seria um golpe fatal para o PSD. E um governo sem oposições fortes (caso da Madeira), é um desastre.
Um abraço
De António Trancoso a 14 de Maio de 2011 às 00:04
Caro Monteiro Vouga
O nosso comum Amigo coloca vários cenários possíveis, mas, salvo erro, esqueceu-se do seguinte:
O PS alcança a maioria relativa, o PSD não lhe fica muito distanciado, o CDS fica em terceiro lugar, o PCP e o BE mantêm-se, mais ou menos, nas percentagens actuais.
Pode acontecer a coligação PSD / CDS, alcançarem uma maioria absoluta. E o "vosso" PR, fica feliz da vida...
Caríssimo amigo
Claro que esse é também um cenário possível. Penso mesmo que o PR apadrinhará tal casamento, pese embora a sua tradicional isenção. Mas, como se trata de salvar a Pátria, ele não deixará de fazer o sacrifício.
Mas há ainda um senão, caso a maioria formada por esses dois partidos não seja minimamente confortável. Poderá então acontecer que o Paulinho das feiras se alie ao demónio de que falei na nota anterior.
De qualquer forma, a experiência diz que as coligações (mesmo dentro da direita) acabam por se transformar, mais tarde ou mais cedo, num saco de gatos, para usar a linguagem do eminente sábio investigador AJJ.
Um abraço
De António Trancoso a 15 de Maio de 2011 às 00:45
Corrigenda e esclarecimento:
Onde se lê "alcançarem" deverá, curialmente, ler-se "alcançar".
Quanto ao "vosso" PR, para que não haja qualquer mal-entendido, é dito no mesmo sentido de quando se diz : a "vossa" Senhora de Fátima, isto é, para os que acreditam em milagres...
Um bom Domingo para si, Caríssimo Amigo.
De Jacaré Tem Dente a 16 de Maio de 2011 às 19:18
Só a título de exemplo:
Conseguiu algum “profeta” avançar a hipótese de um dia Paulo Pedroso voltar a sentar as suas “bem abandalhadas” nalgas na Assembleia da República?
E andamos agora com cenários estatísticos de “palavras que o vento leva”, de vaticínios arcaicos e de subjectivas dúvidas, possibilidades ultrapassadas e (como dizia o poeta) com insectos saltitantes…!?
Acho que isto são mesmo lentes embaciadas porque, “e se o homem ganha mesmo as eleições”?
Como vai ser ?
Claro que já é tarde e tanto mais que com o que se acaba de passar no “seio” do FMI, a esquerda está desacreditada, porém: “alma minha gentil…” o falso profeta/papagaio é bem dos nossos dias!
Comentar post