Para quem como eu já completou setenta e um anos de idade, passar a escrever com as alterações do novo acordo ortográfico, de tantas que elas são, é como passar a guiar pela mão esquerda. Com os reflexos condicionados por tantos anos (e muitas palmatoadas do meu professor da escola primária...) a escrever de uma determinada maneira, respeitar as novas regras é algo que está fora do meu alcance.
Escrever, por si só, já não é fácil. E há por aí muita gente que, apesar de ter completado o ensino obrigatório, não consegue passar a escriito uma ideia, por mais simples que seja. Escrever com a preocupação de o fazer bem, de modo a ser entendido, é muitas vezes complicado e trabalhoso. Somar a este trabalho um esforço para grafar tantas palavras de modo diferente é, no mínimo, desanimador.
Mas tenhamos calma. Em Portugal não é proibido escrever mal e dar erros de ortografia. Nem sequer é impeditivo para ocupar bons cargos políticos.
Assim sendo, que se lixe o acordo. Vou continuar a escrever como sempre escrevi. Pronto!
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