CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
Pequeno ensaio sobre Buracologia

Imagem recebida por correio electrónico

 

          Muito se tem falado nos recém descoberto buraco nas finanças da Madeira. Caso assaz curioso que cai na área do ilusionismo. Por artes de berliques e berloques,  parte do dito esteve escamoteado por vários anos, sem que ninguém desse conta.

          Agora que foi defenitivamente destapado, somos todos os dias bombardeados pelas mais diversas teorias, umas ao ataque, outras à defesa.  E não há canal da televisão ou jornal que se preze, que não se canse a comentar o caso. Enfim, uma bronca dos diabos.

          Dentre as várias teorias, a minha atenção foi naturalmente parar ao partido dos governos (central e regional) que, jogando à defesa, tenta minimizar os estragos.

          Feitas as contas bem feitas, essa defesa assenta basicamente em dois argumentos. Por um lado, comparando com dívidas de outras origens todas somadas, a da Madeira não será grande coisa. Por assim dizer, não passará de um "pelo púbico", para usar uma forma moderada do léxico de Catroga... Por outro lado, há buracos e mais buracos por esse país fora, pelo que o de cá é só mais um.

          Vamos por partes.

          Quanto ao primeiro argumento, não serve de justificação. Por essa ordem de ideias, todos nós poderíamos meter a mão no bolso dos contribuintes, desde que se trate de coisa pouca em termos percentuais.

          Já o segundo argumento tem mais que se lhe diga. Mesmo em Portugal, com uma justiça demasiado complexa e ineficaz, as asneiras de uns ainda não fazem jurisprudência. Isto é, ninguém ganha o direito de fazer o mesmo. Mas há mais. Os buracos "nacionais", digamos assim, foram escavados por um tal José Sócrates, de má memória. Ora esse senhor foi politicamente castigado pelos eleitores.

          Compete assim ao eleitorado madeirense, e só a ele, dar o devido correctivo político a quem nos levou à triste situação que estamos a viver. Caso contrário não nos poderemos queixar mais. 



publicado por Fernando Vouga às 17:57
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7 comentários:
De Rui Saraiva Alves a 28 de Setembro de 2011 às 20:18

Penso que só porque o Esfíncter não funcionou quando deveria é que o “buraco” deu o resultado que deu…

Saudações do Rui Saraiva Alves.



De Fernando Vouga a 29 de Setembro de 2011 às 17:48
Caro amigo

Obrigado pelas saudações que retribuo.
Quanto a esfíncters, o assunto tem muito que se lhe diga. Porque quem tem esfíncter tem medo...


De Águia Negra a 29 de Setembro de 2011 às 00:43
O problema é que o Adelberto já disse que se não for em condições razoáveis para o povo superior, não assina nada. Aí é que está o berbicacho.


De Fernando Vouga a 29 de Setembro de 2011 às 17:51
Caro Águia

O que há a assinar com o FMI já está assinado, para o bem ou para o mal.
Jardim, se quiser assinar qualquer coisa sobre o assunto, terá de o fazer em papel higiénico, para não irritar os esfíncters mais sensíveis.


De Rui Saraiva Alves a 29 de Setembro de 2011 às 22:04

La tendresse, là où on en a le plus besoin!

Terá que ser um « P/cú” de qualidade.

Um abraço.

Rui Saraiva Alves



De Quebra-Vinténs a 29 de Setembro de 2011 às 08:06
A propósito da sua frase "as asneiras de uns ainda não fazem jurisprudência" coloco aqui um comentário que fiz noutro forum e que foi motivado pela intervenção do Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, na sua intervenção de ontem na AR.
"Passos Coelho disse ontem que os madeirenses vão ter de fazer um esforço suplementar em relação à generalidade dos portugueses porque votaram em quem foi responsável pelos "buracos" recentemente descobertas. Estou convicto de que isto, é apenas uma estratégia do Primeiro Ministro para "empurrar" AJJ. Não faria sentido nenhum que quase metade dos madeirenses que não votaram AJJ fossem também castigados !


De Fernando Vouga a 1 de Outubro de 2011 às 10:55
 
Caro Quebra

Hoje já não se quebra os três vinténs a ninguém, porque as meninas já quase que nascem com eles quebrados. O que é uma excelente ideia para facilitar as coisas...
Falando agora a sério, pendo que o nosso PM foi pouco feliz nesta parte do seu discurso. Uma vez terminadas as eleições, todos ficam no mesmo barco e ninguém pode exigir tratamento especial por ter ou não votado em quem as ganhou.
Claro que eu sei muito bem que os que votam Jardim passam automaticamente a ser cidadãos de primeira e a ter acessos mais fáceis à gamela. Mas isso cai na categoria da falcatrua e é um caso de polícia. 



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