Imagem recebida por correio electrónico
Muito se tem falado nos recém descoberto buraco nas finanças da Madeira. Caso assaz curioso que cai na área do ilusionismo. Por artes de berliques e berloques, parte do dito esteve escamoteado por vários anos, sem que ninguém desse conta.
Agora que foi defenitivamente destapado, somos todos os dias bombardeados pelas mais diversas teorias, umas ao ataque, outras à defesa. E não há canal da televisão ou jornal que se preze, que não se canse a comentar o caso. Enfim, uma bronca dos diabos.
Dentre as várias teorias, a minha atenção foi naturalmente parar ao partido dos governos (central e regional) que, jogando à defesa, tenta minimizar os estragos.
Feitas as contas bem feitas, essa defesa assenta basicamente em dois argumentos. Por um lado, comparando com dívidas de outras origens todas somadas, a da Madeira não será grande coisa. Por assim dizer, não passará de um "pelo púbico", para usar uma forma moderada do léxico de Catroga... Por outro lado, há buracos e mais buracos por esse país fora, pelo que o de cá é só mais um.
Vamos por partes.
Quanto ao primeiro argumento, não serve de justificação. Por essa ordem de ideias, todos nós poderíamos meter a mão no bolso dos contribuintes, desde que se trate de coisa pouca em termos percentuais.
Já o segundo argumento tem mais que se lhe diga. Mesmo em Portugal, com uma justiça demasiado complexa e ineficaz, as asneiras de uns ainda não fazem jurisprudência. Isto é, ninguém ganha o direito de fazer o mesmo. Mas há mais. Os buracos "nacionais", digamos assim, foram escavados por um tal José Sócrates, de má memória. Ora esse senhor foi politicamente castigado pelos eleitores.
Compete assim ao eleitorado madeirense, e só a ele, dar o devido correctivo político a quem nos levou à triste situação que estamos a viver. Caso contrário não nos poderemos queixar mais.
Penso que só porque o Esfíncter não funcionou quando deveria é que o “buraco” deu o resultado que deu…
Saudações do Rui Saraiva Alves.
La tendresse, là où on en a le plus besoin!
Terá que ser um « P/cú” de qualidade.
Um abraço.
Rui Saraiva Alves
Os meus links