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São tantas as teorias científicas que o senhor Presidente do GR apresenta para disfarçar o desconforto que sentiu ao ser apanhado em falta, que seria fastidioso enumerá-las todas neste espaço. Para lá da falta de pachorra.
Vou apenas mencionar duas que, por serem tão bizarras, não passam de anedotas de maui gosto.
A primeira, uma enorme aberração histórica, é a de que as gerações actuais (do Continente, claro) terem a obrigação de devolver à Madeira tudo o que, em sua douta opinião, daqui foi roubado desde os tempos de Zarco. Ou seja, este buraco não será mais do que um pagamento por conta! Teoria esta que, a ser posta em prática, abre um precedente terrível. Os indios do Brasil, os africanos, os indianos, enfim, todos os povos colonizados pelos portugueses teriam direito à devolução das riquezas que trouxemos das suas terras, desde os tempos de Bartolomeu Dias.
A segunda teoria é a de que, qual pai estremoso, os dinheiros de que Jardim se serviu e não tinha direito, se destinaram a contribuir para a felicidade dos madeirenses. Gesto bonito e que dá votos...
Não duvido que esses dinheiros não tenham feito a felicidade de alguns, embora, como mostra a figura, tal lhes esteja a fazer comichões nos sítios mais íntimos. Mas será que um pai tem direito a endividar-se irresponsavelmente e até ao absurdo por tal motívo? Será minimamente sensato fazê-lo sabendo que os filhos vão ter de pagar com juros as dívidas que contraíu?
Diga-nos lá com seriedade, senhor presidente, qual vai ser a felicidade dos madeirenses a partir de agora?
As duas mais simples – e ao mesmo tempo complexas – razões são: - o pecado original e a confissão.
Exímios (e bons exemplos) que “eles” (os chefes religiosos) sempre foram, AJJ copiou, certamente, da igreja estas duas dívidas; o pecado original, pois pague-se o que a colonização roubou; só que ele, AJJ, não se confessa!
A Madeira ficará sem a confissão, mas com o pecado original, porque esse, esse ficará!
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