
Imagem retirada do DN-Madeira de 10/11/2011
Como qualquer ditador que se preze, o Sr. Dr. Alberto João Jardim fez um discurso longo em que se mostrou igual a si próprio.
E outra coisa não seria de esperar. A sua intervenção, recheada com as suas habituais falácias, fantasmas e fetiches, não foi mais do que uma repetição, travestida de boas maneiras, do que afirmou na campanha eleitoral.
Mais infalível do que um Papa, mais imaculado do que uma virgem pura, o líder madeirense vê-se como um iluminado que sabe tudo, num mundo de ignorantes, de aleivosos mal intencionados e de forças do mal ocultas e visíveis…
Enfim, Jardim não aprende mesmo, não é capaz do mais pequeno desvio, não tem culpa de nada e a crise não é com ele.
Lá diz o ditado: “quem torto nasce, torto morre”.
De jorge figueira a 11 de Novembro de 2011 às 17:55
Os Grandes Lideres são coerentes, nas campanhas eleitorais apresentam as ideias que pautarão o seu comportamento no exercício do Poder. Não deve, por isso, o Fernando estranhar que o vazio da campanha passe para a Governação. Trata-se, como digo, de coisa própria de um "GRANDE CHEFE".
O facto do discurso ser destiuido de senso é coisa muito apreciada nestas latitudes como comprovam as inumeras eleições ganhas contra os "cubanos" com maiorias bem maiores que a actual. Houve nesta campanha, como sabemos, e muito bem recordou S. Exª. o Pres. da ALR, uma orquestração mediatica contra a RAM (irmã siamesa de AJJ) gerada pelas mentes "cubanizantes" invejosas da nossa riqueza e bem estar. Havia, pois, que reagir, sem fugir, sobretudo não tendo para onde.
Confesso que por alguns momentos receei que S. Exª. nos abandonasse. Isso ocorreu-me quando, naquele ambiente cosmopolita das Ultraperiferias Europeias surgiu, em periodo de auto-embargo à comunicação social, a afirmação de que já não havia pachorra para as questões domésticas. Aí pensei: querem ver que os madeirenses elegeram o Par(a)lamento das Ultraperiferias e não se aperceberam disso? Não foi, felizmente, o caso. Os órfãos e viúvas mandariam celebrar missas em todas paróquias pelo regresso do "Pai Pródigo".
Caro Jorge
Obrigado pelo seu comentário que me deixou pouco espaço para acrescentar seja o que for. Tem razão, ponto final.
Aproveito no entanto o ensejo para manifestar a minha desilusão pelo discurso em causa, que mais me pareceu uma palestra a meninos do liceu nos tempos de Salazar.
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