
O mal dos políticos portugueses é só saberem governar quando não estão no poder. Quando estão de fora, sabem tudo e mais alguma coisa. Porém...
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2011 às 14:15
Mas será que é o mal dos políticos portugueses ou não será o mal desse povo ?
Esse povo que afinal só racha lenha quando está de fora...esse povo cuja maioria é aceite pela minoria inactiva e que apena se limita ao eco da sombra.
Sejamos sérios.
Caro Anónimo
Vou-lhe confiar um segredo, mas peço-lhe encarecidamente que o não revele a ninguém. E o segredo é este: desde pequeno que tenho a certeza de que não sei tudo e isso deixa-me imensamente frustrado.
Nessa conforminade, estebeleci como objectivo da minha vida procurar saber sempre mais e mais. Para tal, estudo, leio e consulto outras pessoas para saber as suas opiniões. E é por isso que tenho este blogue. Sempre que me quero esclarecer melhor, lanço um tema para que os leitores façam os seus comentários e assim saber o que pensam. Ou seja, os comentários são para mim pedras preciosas que muito estimo.
Este seu comentário, decerto que por limitação minha, não me deixa vislumbrar minimamente a sua opinião. Parece-me demasiado subtil. Sobretudo quando refere "esse povo". Será que o meu amigo pertence a outro povo? E o que é que se entende por "esse povo cuja maioria é aceite pela minoria inactiva"? E onde está ou que se entende por "eco da sombra"?
Para mim é tudo um grande mistério.
Será que me pode dar uma ajudinha e ser um pouco mais claro?
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2011 às 14:19
“ESSE”, é apenas um demonstrativo e que nada tem de prejurativo e quando digo “esse povo”, pois que não hajam susceptibilidades e creia que apenas me limito a um olhar e nada mais.
Penso que nada me impede de olhar como pretendo, ou será que não?
Agradeço o bom conselho que ma dá e creia que o retenho, pois conselhos são sempre bem recebidos desde que não guardem com eles nem o complexo íntimo, nem a o menor sentimento escondido e creia que assim o interpreto, acho que o seu bom conselho “deverá ser sincero” (!?)...e assim o aceito!
Quanto ao “eco da sombra” a que me refiro, pois sempre pensei estar, neste seu blog, em espírito de síntese, sabe que a metafora ajuda a compreender melhor o sentido das ideias...já vi que limitei o seu vislumbrar (...), entretanto, aqui vai a minha definição de “eco da sombra”: - Igreja,uma certa maçonaria, partidos políticos financiados por bancos do Médio Oriente, espionagem sobre a vida privada do codadão, condicionamento de opiniões através e uma imprensa corrupta, canais de TV pagos (a alto preço) para estupidificar as populações...etc...
Este, Caro Senhor, este é o “eco da sombra” e cujo resultado é a situação dos nossos dias.
Não pertenço a um outro povo e bem vi o seu “orgulho” ferido quando falo “desse povo”, mas diga-me Caro Fernando Vouga, diga-me se poderemos gostar de quem nem gosta de si mesmo, como é o caso de Portugal ?
Obrigado, caro anónimo, pelo seu esclarecimento.
Quanto ao "eco da smbra", está bem visto, mas não é fácil chegar lá. Pelo menos para mim.
De Anónimo a 12 de Dezembro de 2011 às 15:35
Prometo não revelar o seu segredo a ninguém e dada a sinceridade com que mo transmite, pois nunca violarei esta nossa relação em que um bom conselho significa para mim uma prova de amizade sincera e sobretudo de alta estima, o que não esqueço.
Não serei capaz de lhe dar a ajudinha que tão necessitadamente me pede, porque acredite que não tenho as capacidades de certos filantropos que se dedicam a ajudar quem precisa...não, não serei capaz de o ajudar.
Como também não falo para me ouvir, dedico o meu pensamento a leitores inteligentes, frequentadores tolerantes, receptivos e que - tal como acontece em DEPROFUNDIS - têm cada vez mais amplitude de análise e isso nota-se, vejo que sim.
A mais larga tolerância na mais estreita independência...ou será que já nem posso pensar como entendo ?
De jorge figueira a 16 de Dezembro de 2011 às 18:24
Não pretendo ensinar o Padre-Nosso ao vigário. A verdade, porém, é que todos sabemos que a Europa, sobretudo para os anglo-saxónicos, só existe para lá Reno. As coisas são assim há séculos. Resolvam os alemães acertar as fronteiras tendo à frente Bismark, Kaiser Guilherme, ou Afolf Hitler e logo anda a Europa, ou o mundo, envolvido em mais uma dolorosa tropelia. Os nossos políticos esqueceram, nos anos que se seguiram ao 25 de Abril, este pequeno pormenor.
Vimo-los, encanntados da vida, esquecerem que, desde a entrada na Europa, estavam condicionados a um deficit de 3% do PIB. Não foi o partido A ou B. Foram todos quantos formaram governo desde 1986 a 2011. Tivessem eles governado na plena aceitação deste principio e não teríamos chegado aonde chegámos. Todos ludibriaram o eleitorado com palavrinhas mansas, sorrisos e festas. Endividaram-nos por várias gerações e continuam, como muito bem afirma o dono do blog, quando na oposição (na RAM é diferente mesmo no poder dão-se as mesmas garantias. Caso não se encontre um ombro amigo que aceite o choradinho culpabiliza-se LIsboa, a maçonaria ou a trilateral), cheios de ideias, para sem aumentar impostos, pagar dívidas.
O problema ganha dimensão bem maior quando, para além destas histórias idiotas para boi dormir, na aldeia global em que nos transformámos, os detentores de rendimentos do trabalho começam a dar conta de que só eles pagam impostos pois os outros rendimentos emigrando de off shore para off shore evitam ser tributados. A opera montada começa a ser cansativa. Urge alterar regras pois ser-se filantropo nos USA, depois de se ter emigrado lucros recebidos quase sem tributação, fica fácil.
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