CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
O Homem do Pífaro

Imagem retirada da NET

 

          Vou tentar resumir uma anedota com barbas. Não tem grande piada, mas vem mesmo a propósito do percurso do jardinismo que, de vitória em vitória, se aproxima a passos largos da derrota final.

 

          Num hotel de vinte andares, decorria no piso térreo um concorrido baile. Às duas por três, declara-se um incêndio no último andar. Gera-se o pânico, as senhoras gritam, mas ao microfone aparece um cavalheiro que declara com ar solene:

          — Mantenham-se serenos e continuem o baile. Nada vos vai acontecer. Eu sou o homem do pífaro!

          E o baile prosseguiu. No entanto, à medida que o incêndio se propagava aos andares de baixo, repetia-se a cena do pânico e dos gritos. Porém, aparecia sempre o mesmo cavalheiro ao microfone a acalmar os ânimos, repetindo que era o homem do pífaro.

          O resultado final foi o de todos os presentes morrerem queimados.

          Moral da história: o tal cavalheiro NÃO ERA o homem do pífaro!



publicado por Fernando Vouga às 16:37
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12 comentários:
De jorge figueira a 30 de Dezembro de 2011 às 17:44
O meu comboio chegou atrasado mas espero que me permitam a colherada tardia.
A prova de resiliência iniciada em 1978 está a deixar o piloto à rasca. O homem vê passaram-lhe pela frente pneus em correria desenfreada e já não sabe como,e ,com  quem, controlar a situação. Longe vão os tempos de uma outra metáfora onde se dizia que: quem quer ter uma prostituta fina paga. É o mal da profissão. A idade retira dotes.
Revendo-se em Pinochet o nosso homem não vê com bons olhos passar pelos Tribunais para se responsabilizar por aquilo que disse e fez. É uma questão de coragem à moda da casa.  


De Fernando Vouga a 30 de Dezembro de 2011 às 21:08
Caro Jorge

Com efeito, estamos no mundo da anedota, embora de péssimo gosto. O que aqui se passa faz lembrar a Coreia do Norte, em que os governantes vivem no mundo da fantasia e da ilusão e o povo, especialmente o superior de lá, faz de conta que acredita...
Penso mesmo que se o nosso Grande Timoneiro, falecesse (algo que francamente não lhe desejo), haveria um novo 20 de Fevereiro.
Embora de crocodilo, as lágrimas seriam tantas que não caberiam nas ribeiras.


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