Fotografia de Nuno Ferreira Santos
O ÚLTIMO SEGREDO
O livro em epígrafe, assinado pelo jornalista José Rodrigues dos Santos, leva-nos até aos tempos bíblicos, mais propriamente até ao Novo Testamento. Baseando-se na investigação histórica e longe dos critérios teológicos que estiveram na origem do livro sagrado dos cristãos, não deixa pedra sobre pedra nos alicerces de uma das maiores e mais antigas religiões do mundo.
É um trabalho polémico que não deixou indiferentes as mais altas autoridades do catolicismo que teceram duras críticas ao texto e ao autor. Quiçá no pressuposto de que só os doutores em teologia estão habilitados a analisa a questão. E, a propósito, é bom lembrar que, talvez por essa razão, a História e a Teologia nunca andaram de mãos dadas.
Polémicas à parte, reconheça-se que o livro tem interesse, quanto mais não seja por apresentar o problema sob um ângulo a que não estamos habituados. Porém, como não há bela sem senão, parece-me que a metodologia utilizada por quem concebeu a obra é desadequada para abordar matérias relacionadas com a fé das pessoas. Sei perfeitamente que contar uma história absurda ao estilo do Dane Brown garante o sucesso de vendas. Mas fazê-lo como expediente para explanar um tema tão sério é, no mínimo, desonesto.
Que José Rodrigues dos Santos descobriu em Don Brown uma dinâmica de escrita capaz de interessar o leitor; isso é verdade.
É também verdade que JRS é um homem de pesquisa e que vende o seu trabalho ao preço forte, no entanto, procura de forma legítima o sucesso e aborda a polémica com a virilidade de quem tem com ele ao menos a dúvida...mas a dúvida sem cegueira...
Não esqueçamos – por exemplo - que em pleno século XXI ainda há quem tente esclarecer a guerra de 14 (como se tudo já não tivesse sido dito sobre essa questão...!?) e até elevados diplômas são ainda concedidos sobre esta matéria, veja bem... isto é só um exemplo.
Todavia, não esqueçamos que todas as manipulações foram feitas sobre a biografia de Jesus (por exemplo) – e com a benção do Vaticano e, se novos ângulos de observação possam surgir; pois serão sempre bem-vindos!
Eu digo BRAVO a José Rodrigues dos Santos.
Que possam ter surgido críticas; é normal, mas, “cada um deverá limpar o lixo diante da sua porta” e o D. Policarpo faria bem de mandar limpar a sua entrada...antes de se expressar com as já habituais parvoices do costume.
Um abraço.
A sua opinião tem com ela a análise mais concreta, e é um facto que os “gabinetes compostos por escritores falhados” produzem um trabalho de equipe em que o autor, aquele que dá a cara, esse edita, paga mal e o marketing funciona.
Victor Hugo nunca escreveu nada...tinha um escritor na sombra que fez dele o Victor Hugo que náo conhecemos.
Nos nossos dias até há quem frequente e Bibliteca Nacional ou a Torre do Tombo e que através de fotocópias proibidas consiga também editar e com a “etiquêta” devidamente autentificada.
Penso que é sempre o resultado que conta, se – por exemplo - lermos A Biografia de Jesus de Jean Claude Barreau, pois facilmente verificamos que (como o diz e bem) os elementos não batem e portanto, ao que parece, a Bíblia é o “book” mais vendido no mundo...o Deus do VT não é o mesmo Deus do NT.
JRS imita – sem sombra de dúvida – Don Brown, ele viu como se faz um livro com a mesma sequência cinematográfica de Hollywood e o “truque” consiste em interromper no momento culminante, voltar ao mesmo assunto 2 capítulos mais tarde e manter o leitor em “suspens”...simples diversão de escritor que pretende vender...e que vende !
Gosto da pesquisa de JRS, confesso-lhe que lhe noto o lado descaradamente imitador, porém, a igreja fez mais, fez pior e também vende...Ratzinger, como todos os outros, dá a sua benção e vai consentindo tudo o que anteriormente inventaram... que Jesus nasceu na noite de 24 de Dezembro e até conseguem adaptar este história às populações do Hemisfério Sul...paranão falarmos nas restantes aldrabices que “regalam os olhos de um cego...” e que se vendem.
Quando se canta má música, quando se fazem maus filmes ou se escrevem maus livros apenas se oferece um produto estúpido feito para quem gosta...todavia, gostos não se discutem !
Gostaria só de deixar aqui uma pergunta: - Não lhe parece que apesar de tudo TRS está a puxar pela base ?
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