Em vésperas do Natal, fui a um luxuoso e moderníssimo "shopping" para comprar um brinquedo. Por todo o lado, gente e mais gente e não faltavam enormes bichas para tudo e mais alguma coisa. Abro aqui um parêntesis para explicar que aqui no Brasil, onde me encontro presentemente, a palavra “bicha” é palavrão…
Entrei numa loja da especialidade e, depois de muito procurar, encontrei o brinquedo que pretendia numa prateleira. Com o dito na mão, dirigi-me a uma longa bicha para fazer o pagamento. Qual não é o meu espanto, apareceu uma funcionária que, com um sorriso tipo assistente de bordo da classe turística, me tirou o brinquedo da mão e me conduziu a uma máquina de onde ela retirou um talão esclarecendo que, sem o qual, não poderia fazer a compra. Mais ainda, ficou com o brinquedo, que, segundo ela, me seria entregue quando pagasse. Achei aquilo complicado, e regressei à fila de espera onde, entretanto, tinha perdido vários lugares. Aí, a mesma funcionária, com o ar complacente de quem dá uma explicação a um parolo das berças, disse que a “fila” para pagamento era no lado oposto da loja.
Resumindo: nesse sofisticado estabelecimento comercial, para se fazer uma compra, por mais simples que seja, é necessário executar quatro operações: retirar o produto da prateleira, pedir a uma funcionária para tirar o talão para pagamento e penar até ao desespero em duas longas bichas. Enfim, é a "organização" levada ao limite da estupidez.
Felizmente que, na maioria das casas comerciais a que me tenho dirigido no Brasil, esse "progresso" ainda não chegou.
Uf!!!
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