Imagem retirada da NET
“Um grande número de estranhos consegue cooperar com êxito graças à crença em mitos comuns.”
Yuval Noah Harari em
“Sapiens – História Breve da Humanidade”
Por outras palavras, podemos dizer que, para haver progresso, há que acreditar em alguma coisa.
Acontece porém que os pilares da crença, qualquer que ela seja, estão a ruir estrondosamente. Senão vejamos:
As religiões, por mais santas que sejam, têm sido ao longo da História, motivo para as mais cruéis selvajarias cometidas pelo homem. E, pelos vistos, tal tendência parece que não tem forma de abrandar.
A Pátria, pelo menos no tocante ao nosso país, acaba por ser a mãe dos ricos e a madrasta dos pobres que, ainda por cima, terão de arriscar a pele para defender as regalias dos primeiros. E, como se viu na recente Guerra Colonial, os que por terras de África a defenderam até ao sacrifício extremo, estão a ser abandonados, esquecidos e até vilipendiados.
Na política, o que hoje se vê — e o fenómeno não é assim tão novo — é os governantes não passarem de títeres ao serviços de poderes mais ou menos ocultos, para não dizer criminosos.
Na banca, acontece o impensável. O nosso dinheiro não está seguro e são os próprios banqueiros que o fazem desaparecer em passes de magia que fariam tremer de inveja o próprio Houdini.
No desporto, (o barão de Coubertin deve estar a dar voltas na campa...) o crime organizado atinge as mais altas esferas.
Por fim, vemos agora que as indústrias mais prestigiadas ao nível planetário fazem batota grosseira e generalizada. E a procissão ainda vai no adro.
Resumindo: restará ainda alguma coisa em que se possa acreditar?
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