Segundo reza o dicionário, solidariedade é um acto de bondade para com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo.
Ora partindo do princípio de que o dicionário está certo como é habitual, podemos concluir que a dita soldariedade, sendo um acto de bondade, não pode ser obrigatória e cada um actuará segundo a sua própria consciência. É algo que, a meu ver, faz parte das nossas liberdades fundamentais e que que não se pode delegar em ninguém. Quando muito, será uma obrigação moral.
Acontece no entanto o insólito. Em Portugal, o Estado resolveu tomar conta desse “serviço” e, para tal, meteu a mão bem fundo no bolso dos pensionistas (porquê só eles?...), que não foram tidos ou achados para o efeito.
Será assim legítimo supor que, neste particular, tendo o Estado chamado a si a tarefa de fazer face às dificuldades das organizações e dos cidadãos mais necessitados, deixará de se ver pelas ruas gente (com ou sem lata ao pescoço) de mão estendida à caridade.
Por outro lado, a face boa da moeda seria que os pensionistas passariam a estar seguros de que o nacional-pedinchismo deixasse de os importunar a toda a hora com pedidos para tudo e mais alguma coisa.
Errado! Tudo continua na mesma ou bem pior. O empobrecimento, a miséria e a mendicidade alastram como maré enchente em praia chã.
Será assim de perguntar: para onde é que vai o rico dinheirinho extorquido aos pensionistas? Não me digam que é apenas gasto com a solidariedade aos boys do partido e parasitas afins.
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