CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014
Para onde vai o dinheiro?

 

 

 

 

     Segundo reza o dicionário, solidariedade é um acto de bondade para com o próximo ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos entre os membros de um grupo.

 

     Ora partindo do princípio de que o dicionário está certo como é habitual, podemos concluir que a dita soldariedade, sendo um acto de bondade, não pode ser obrigatória e cada um actuará segundo a sua própria consciência. É algo que, a meu ver, faz parte das nossas liberdades fundamentais e que que não se pode delegar em ninguém. Quando muito, será uma obrigação moral.

 

     Acontece no entanto o insólito. Em Portugal, o Estado resolveu tomar conta desse “serviço” e, para tal, meteu a mão bem fundo no bolso dos pensionistas (porquê só eles?...), que não foram tidos ou achados para o efeito.

 

     Será assim legítimo supor que, neste particular, tendo o Estado chamado a si a tarefa de fazer face às dificuldades das organizações e dos cidadãos mais necessitados, deixará de se ver pelas ruas gente (com ou sem lata ao pescoço) de mão estendida à caridade.

     Por outro lado, a face boa da moeda seria que os pensionistas passariam a estar seguros de que o nacional-pedinchismo deixasse de os importunar a toda a hora com pedidos para tudo e mais alguma coisa.

     Errado! Tudo continua na mesma ou bem pior. O empobrecimento, a miséria e a mendicidade alastram como maré enchente em praia chã.

 

     Será assim de perguntar: para onde é que vai o rico dinheirinho extorquido aos pensionistas? Não me digam que é apenas gasto com a solidariedade aos boys do partido e parasitas afins.

 



publicado por Fernando Vouga às 11:41
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3 comentários:
De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2014 às 19:37
Desde que tivemos o dr Relvas, via jota, feito ministro, os eleitores ficaram com a pulga atrás da orelha relativamente a estes números. Isso, porém, não impediu que os sem "vergonhistas" governamentais, sem tocarem nas mordomias das "GORDURAS  do ESTADO", que lhes tocaria no bolso, atiraram-se aos mais fracos. Agora andam a dourar a pilula com reduções de IRS em 2015 para receberem muitas cruzinhas já nesta Primavera. Os homens que nos trouxeram a isto ainda recebem homenagens das Misercórdias como foi o caso AJJ. Jorge Figueira


De Fernando Vouga a 21 de Fevereiro de 2014 às 23:41
Caro Jorge


Nestes anos todos de democracia irresponsável, já vimos que votar não resolve nada. Estou farto de dizer que, quando se vota, só escolhemos em que nádega é que vamos receber o pontapé.
Claro que os políticos, colegas uns dos outros, por vezes criam "casos" que nos levam ao engodo de ir às urnas para evitar o pior. Mas este nunca se evita porque na política não há melhores, só há piores.
Há que levar a abstenção a um extremo nunca visto.  Criar uma bronca internacional, para ver se, de uma vez por todas, os políticos tenham medo do eleitorado e o respeitem.


De Anónimo a 22 de Fevereiro de 2014 às 14:10
Nas últimas eleições, ganhas por António Maria da Silva, creio que em Out. de 1925, viveu-se uma situação como aquela que avança. Os eleitores mandaram às malvas a classe política. A actual carece passar por algo semelhante Jorge Figueira


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