CONTRA OS ABUSOS DO PODER VENHAM DONDE VIEREM
Sábado, 2 de Maio de 2015
Para quem gosta de ler

TangoMau02.jpeg

      Mário Beja Santos dispensa apresentações.

      Das várias obras literárias de que é autor, parece-me ser do maior interesse divulgar neste espaço “A Viagem do Tangomau”.

      Numa altura em que corremos o perigo de deixar para o esquecimento uma guerra que durou treze anos e que envolveu toda uma uma geração de jovens portugueses (e também de africanos das nossas antigas colónias), torna-se urgente esclarecer ou avivar a memória dos muitos — incluindo governantes — que teimam em pensar que essa guerra foi uma mera bricadeira de crianças.

    Tangomau, que parece ser o “alter ego” do autor, é a personagem central desta extensa obra literária que descreve de uma forma minuciosa, talvez mesmo microscópica, a sua longa passagem pelas Forças Armadas.

    Como tantos que foram mobilizados para a guerra, Tangomau teve de deixar a sua vida académica e foi parar à Guiné.

      Como omandante de um pelotão de tropas nativas era, ao mesmo tempo, responsável pela segurança e bem estar das populações locais. Tarefa assás difícil e delicada, uma vez que a área à sua responsabilidade era alvo frequente de acções dos guerrilheiros, que causaram demasiados mortos e feridos, tanto em civis como em militares.

      Porém, como acontecia muitas vezes a quem conviveu intimamente com os africanos “do mato”, o nosso herói apaixonou-se por aquela gente. Por ela arriscou a sua vida, por ela deu o seu melhor para lhe aliviar o sofrimento e proporcionar uma melhor qualidade de vida. Paixão essa que perdurou muito para além do conflito.

      De salientar nas suas descrições operacionais a incompreensão sempre latente entre aquelas que fazem a guerra no terreno e aqueles que a planeiam e ordenam. Mas, ao contrário dos guerrilheiros que beneficiam de uma grande autonomia, esta é uma das grandes limitações das “tropas da ordem” nas quais há que controlar tudo e prestar contas aos escalões superiores.

      De notar ainda um certo desdém que se nota em relação ao comandante-chefe e governador, que Tangomau insiste em chamar-lhe brigadeiro em vez de general...



publicado por Fernando Vouga às 21:20
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2 comentários:
De Jorge Figueira a 3 de Maio de 2015 às 20:20
Num entusiasmo imediato e por concordar com aquilo que escreve publiquei o seu texto no meu  FB. Peço-lhe desculpa por não  ter, como devia, comunicado a minha intenção.  
Não sei se poderei remediar a situação caso discorde da minha atitude. Nunca se me colocou uma situação destas   


De Fernando Vouga a 4 de Maio de 2015 às 12:35
Caro Jorge


E fez muito bem. 
Os meus agradecimentos pela divulgação.


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gse_multipart60608.jpg Tomates.jpg Santana Lamego
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