Acabei de ler, do escritor e historiador madeirense António Loja, “O Advogado de Roma”.
Nesta sua obra, escrita numa linguagem acessível e cristalina, o autor faz-nos recuar dois mil anos para nos transportar à Roma dos tempos de Tibério.
A narrativa decorre nun cenário de grande rigor histórico e tem por pano de fundo as deambulações de um ser livre e pensante pelos meandros da tirania vigente.
Parte da acção decorre em Roma, onde o Senado obedece cobardemente ao tirano, e parte da acção decorre no Médio Oriente onde o nosso herói, Júnio Graco, descendente de Tibério e Caio Graco, em cumprimento de uma ordem de Tibério, investiga os acontecimentos que levaram à crucificação de Jesus Cristo.
Porém, à medida que avançamos na leitura, somos confrontados frequentemente com a interrogação: onde é que eu já vi isto? Parece que estou a ler uma história recente...
É que o homem, nos jogos de poder, nas misérias e grandezas, na heroicidade e na cobardia, é imutável.
E deste livro poderemos tirar várias conclusões, mas limito-me a referir a que me parece mais oportuna: desde o déspota encartado ao mais insignificante tiranete, há sempre ao seu dispôr uma vara de lambe-botas que o perpetuam no poder e lhe apoiam e aplaudem todas as patifarias.
NOTA: O lançamento desta obra terá lugar na Câmara Municipal do Funchal às 18 horas do dia 18 de Setembro.
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