O meu particular amigo Jorge Figueira, na peça anterior, falou-me dos incentivos ao pedido de factura. Pois, nem de propósito, acabei de receber por correio electrónico a imagem que se segue. Ou seja, a de um presente envenenado.
De qualquer forma, parece-me oportuno tecer duas considerações: a primeira tem a ver com o facto de a maior probabilidade de ganhar o almejado prémio ser para os ricos já que, quantas mais facturas forem apresentadas, mais talões do sorteio serem atribuídos; a segunda é não podermos descartar a possibilidade de haver trafulhice (algo muito vulgar nos assuntos de Estado) e os carros serem "ganhos" pelos galifões do costume. Os tais que, no dizer de Zeca Afonso, comem tudo e não deixam nada.
AGORA VAI EMPENHAR A PARRA PARA COMPRAR COMBUSTÍVEL
De Anónimo a 4 de Março de 2014 às 18:17
- Penso que isto se equipara a um cartaz criado para o Carnaval de Loulé, destinado a ser colocado nas máquinas multibanco. Dizia o cartaz: único e irrevogável o mais antigo Carnaval do País. O Carnaval de Loulé. Tínhamos depois uma caricatura de Cavaco Silva, feito Rei do Carnaval. Qual D. Quixote, seguia imponente. Munido com uma cana de pesca, tendo como isco uma cenoura e montado num burro com cara de Zé Povinho mantinha-o calmo com a visão do alimento. Julgo que a analogia existe e, talvez, até se complementem. jorge figueira
Caro Jorge
É o Estado que dá o exemplo. Ou seja, a regra é a trafulhice. A diferença é que o Estado é tirano e o contribuinte teme ser apanhado. Mas, se puder fugir com o rabo à seringa, não hesita.
O dramático é que estes estadistas de domingo ignoram que o sucesso depende da motivação. E será que há algum contribuinte motivado?
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