A moda de bater no ceguinho, leia-se no Exército, chegou à Madeira.
Nos tempos finais da guerra colonial, um Batalhão (cerca de 600 homens) só tinha um médico. Como as Companhias (cerca de 150 homens cada) estavam aquarteladas a dezenas de quilómetros da sede, havia um programa de visitas regulares, que eram complementadas por deslocações do médico, de viatura, avião ou helicóptero, em caso de emergência.
Note-se que, nessa guerra, as tropas não estavam em "semana de campo" mas em operações reais, com munições reais, granadas reais, etc., numa comissão que durava dois anos. Por outro lado, ao contrário do que acontece aqui na Região, as áreas onde operavam não dispunham, nem longe nem perto, de pessoal civil e de instatalações que superassem a eventual falta de médicos e enfermeiros militares. Ao invés, para lá de servir os militares, o médico do Batalhão prestava assistência às populações locais, pelo que era vulgar, em dia de "S. Médico", formarem-se à frente do posto de socorros longas filas de africanos.
Poder-se-á dizer que o esquema montado não seria o ideal mas funcionava, já que os casos graves eram alvo de evacuação para o hospital, quase sempre de aeronave.
Parece assim ridícua e desprestigiante esta notícia veiculada pelo DN-Madeira em primeira página. Os militares participantes nestes exercícios não correram qualquer perigo de lhes faltar assistência médica em tempo oportuno.
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